Sindicato de jogadores exige respeito a regras trabalhista no Catar

sexta-feira, 27 de setembro de 2013 20:20 BRT
 

BERNA, 27 Set (Reuters) - O sindicato internacional de jogadores de futebol pediu ao Catar, anfitrião da Copa do Mundo de 2022, que respeite os direitos trabalhistas, após o jornal britânico The Guardian denunciar que dezenas de imigrantes nepaleses morreram recentemente em obras no país árabe.

A FIFPro, que representa cerca de 50 mil jogadores profissionais por intermédio de associações nacionais, disse que especialistas independentes deveriam ser autorizados a inspecionar canteiros de obras e a assegurar a adesão às práticas trabalhistas internacionais.

"O Catar deve respeitar os direitos das principais pessoas que oferecerão a Copa do Mundo de 2022: os trabalhadores que constroem os estádios e a infraestrutura da Copa do Mundo, e os futebolistas profissionais que jogam neles", disse a FIFPro em nota nesta sexta-feira.

A entidade pediu que "a comunidade internacional aja com solidariedade para assegurar que a Copa do Mundo de 2022 no Catar só seja realizada em concordância com os valores universais do futebol, tais quais estabelecidos pela Fifa".

O sindicato se disse "profundamente alarmado pela brutal exploração dos trabalhadores migrantes por construtoras no Catar que estão envolvidas na construção dos estádios onde os membros da FIFPro deverão jogar".

A reportagem do Guardian, publicada na quarta-feira, disse que milhares de operários nepaleses sofrem abusos trabalhistas nas obras da Copa de 2022.

Em nota, o comitê organizador disse ter sido informado de que as autoridades governamentais estão investigando as denúncias.

O comitê-executivo da Fifa irá discutir a situação do Catar na sua reunião da semana que vem em Zurique. O grupo também deve aprovar preliminarmente a proposta para que a Copa de 2022 não seja realizada no sufocante verão árabe, nos meses de junho e julho.

(Por Brian Homewood)