Obras continuam em estádio de Curitiba para Copa, apesar de embargo

sexta-feira, 4 de outubro de 2013 08:44 BRT
 

SÃO PAULO, 2 Out (Reuters) - As obras na Arena da Baixada prosseguiram nesta quarta-feira, apesar de decisão da Justiça, na véspera, de embargar os trabalhos no estádio de Curitiba para a Copa do Mundo de 2014 devido a riscos aos trabalhadores.

"De acordo com informação recebida dos responsáveis em Curitiba, os trabalhos de construção não foram suspensos na Arena da Baixada", disse o Comitê Organizador Local (COL) da Copa em resposta à Reuters por email.

O COL ressaltou para que ele e para a Fifa as questões de segurança sempre estão em primeiro lugar, e que está monitorando a situação na capital paranaense.

O Atlético Paranaense, dono do estádio, informou que não se pronunciará sobre o assunto, mas uma fonte do clube garantiu que a reforma prosseguia no estádio nesta quarta.

O secretário Especial para Assuntos da Copa do Mundo 2014 em Curtiba, Mario Celso Cunha, disse que é preciso agir rápido para mostrar à Justiça que todos os procedimentos estão corretos.

"Contamos com o COL e o Ministério do Esporte para ajudar a agilizar, para que a Justiça possa observar in loco... que tudo está dentro dos parâmetros", afirmou ele à Reuters. "Não tivemos nenhum acidente grave."

Na terça-feira, a Justiça do Trabalho de Curitiba determinou o embargo imediato das obras no estádio Arena da Baixada, o que poderia atrasar ainda mais a reforma para a Copa de 2014.

A decisão foi baseada em um relatório, segundo o qual foi demonstrado "o grave risco de soterramento de trabalhadores, atropelamento e colisão, queda de altura e projeção de materiais, dentre outros graves riscos".

A arena, que vai receber quatro jogos da Copa, todos pela primeira fase, tem entrega prevista para dezembro e é motivo de preocupação dos organizadores da competição.

Em agosto, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, visitou o estádio e ficou acertado com o Atlético Paranaense que o local não terá uma cobertura retrátil na Copa, como havia planejado o clube, para não atrasar o andamento dos trabalhos.

(Por Tatiana Ramil, com reportagem adicional de Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)