3 de Outubro de 2013 / às 17:01 / em 4 anos

Sindicalistas protestam na Fifa em favor de operários no Catar

Por Brian Homewood

ZURIQUE (Reuters) - Sindicalistas mostraram um cartão vermelho simbólico para a Fifa nesta quinta-feira enquanto protestavam diante do quartel-general do organismo regulador do esporte a propósito dos direitos trabalhistas no Catar, nação que sediará a Copa do Mundo de 2022.

Cerca de 100 manifestantes dos Trabalhadores de Construção e Carpintaria (BWI, na sigla em inglês) e do sindicato suíço Unia se reuniram diante dos portões acenando com cartões vermelhos enquanto o comitê-executivo da Fifa iniciava uma reunião de dois dias para discutir o torneio.

A Fifa irá debater se, em princípio, deveria alterar a data do evento de junho-julho, período do escaldante verão no Catar, assim como a situação dos funcionários migrantes que trabalharão nas construções para a Copa do Mundo.

Na semana passada, o jornal britânico Guardian relatou que dúzias de nepaleses morreram em locais de construção no Catar durante o verão.

Enquanto isso, a Confederação Internacional de Sindicatos (Ituc na sigla em inglês) disse que as cifras de mortalidade atuais de operários de Nepal e Índia, que perfazem a maioria do 1,2 milhão de trabalhadores migrantes no país, mostram que a cada ano morrem em média 400 operários.

“Estas pessoas que trabalham nas obras não têm nada, elas sofrem”, disse Marion Hellmann, secretária-geral da BWI, aos repórteres.

“Ainda há muito tempo para mudar. Queremos uma abolição do sistema de patrocínio, por exemplo, no qual as pessoas estão presas a seu empregador, seu passaporte fica retido e não podem escapar”, disse.

“Queremos inspetores laborais no local para visitar as obras e fazer inspeções. Queremos um comprometimento muito claro do governo (do Catar) e da Fifa”, acrescentou.

“Queremos que as pessoas tenham água potável, comida, uma boa cama para dormir, cômodos bem ventilados, bom salário, não só sete dólares por dia. Ainda temos dez anos pela frente, tempo suficiente para fazer mudanças.”

A BWI, com sede na Suíça, diz reunir cerca de 328 sindicatos que representam cerca de 12 milhões de membros em 130 países.

A Fifa já expressou preocupação com relatos de condições de trabalho e a Federação Internacional de Associações de Jogadores de Futebol Profissionais (FIFpro), disse estar “profundamente alarmada”.

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