Justiça libera obras em estádio de Curitiba para Copa de 2014

terça-feira, 8 de outubro de 2013 20:21 BRT
 

8 Out (Reuters) - Uma semana depois de embargar as obras no estádio de Curitiba para a Copa do Mundo de 2014, a Justiça do Trabalho liberou os trabalhos no local, mas determinou que sejam realizadas melhorias nas medidas de segurança.

O Clube Atlético Paranaense, dono da Arena da Baixada, informou que as obras foram retomadas nesta terça-feira, e que não medirá "esforços para retomar o ritmo intenso das obras e para entregar o estádio pronto na data acordada com a Fifa".

A entidade que controla o futebol mundial estabeleceu dezembro como data de entrega dos seis estádios que faltam ficar prontos para a Copa do Mundo.

A reforma no estádio de Curitiba foi embargada na terça-feira da semana passada por determinação da juíza Lorena de Mello Rezende Colnago, da 23ª Vara do Trabalho de Curitiba, devido a riscos na segurança dos trabalhadores.

Os problemas foram resolvidos em parte, segundo o despacho da juíza.

"O resultado do relatório do Grupo Móvel de Auditoria de Condições do Trabalho (GMAI) e o laudo pericial apontam para a correção das irregularidades anteriormente encontradas e destacadas no relatório de fiscalização, o que afasta o risco de soterramento de trabalhadores", disse ela em sua decisão.

"Contudo, nem todas as irregularidades foram sanadas, continuando pendente a adequação da obra", acrescentou a juíza, listando sete itens a serem corrigidos, "sob pena da obra ser novamente embargada".

O Atlético-PR terá 72 horas para implementar as medidas descritas pela juíza.

A arena de Curitiba, que vai receber quatro jogos da Copa, todos pela primeira fase, foi forçada a abandonar os planos de construir uma cobertura retrátil para o Mundial, como estava planejado, para não correr o risco de descumprir o prazo para conclusão das obras.

Em agosto, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, visitou o estádio e ficou acertado com o Atlético-PR que a cobertura retrátil será feita somente após a Copa.

(Por Tatiana Ramil, em São Paulo)