Visita da Fifa a Cuiabá gera protestos e Valcke destaca legado da Copa

quarta-feira, 9 de outubro de 2013 17:26 BRT
 

8 Out (Reuters) - A visita do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, ao estádio de Cuiabá para a Copa do Mundo de 2014 ocorreu nesta terça-feira em meio a protestos por melhorias em setores sociais do Brasil, repetindo o que foi visto na Copa das Confederações deste ano.

Durante a visita da comitiva da Fifa, do Comitê Organizador Local (COL) e do governo federal do Viaduto da Sefaz, obra de mobilidade urbana para o Mundial, houve protesto de funcionários dos Correios e professores estaduais, que estão em greve.

"Na Arena Pantanal, os manifestantes entraram no canteiro de obras do estádio com faixas e mensagens de protesto", informou o site do governo federal sobre a Copa do ano que vem.

Valcke reagiu com cautela, dizendo que os protestos fazem "parte da democracia".

O dirigente da Fifa já admitiu que o tema das manifestações no país está na pauta de discussões para o Mundial, depois que a Copa das Confederações, em junho, foi marcada por protestos populares por melhorias na saúde e educação do país e algumas contra a Fifa e os gastos com as competições.

Manifestantes chegaram a tentar interromper a entrevista dos dirigentes em Cuiabá, mas foram contidos.

Ao comentar o andamento das obras em Cuiabá, Valcke destacou justamente o legado da Copa do Mundo para a capital matogrossense, principalmente na questão da mobilidade urbana.

"Não quero comparar as sedes, mas Cuiabá é uma cidade especial. Cuiabá soube aproveitar a oportunidade de receber a Copa do Mundo para levar a cidade para outro nível, usando o evento como legado", disse Valcke, de acordo com o site da Fifa.

As obras na Arena Pantanal estão com 85 por cento dos serviços concluídos. As principais frentes de trabalho são a montagem da cobertura, instalações hidrossanitárias, elétricas, de ar-condicionado, além da preparação do campo de futebol e o acabamento de banheiros e camarotes.   Continuação...

 
Manifestantes protestam na Arena Pantanal, em Cuiabá, nesta terça-feira, durante visita da Fifa. REUTERS/Jose Medeiros