11 de Outubro de 2013 / às 11:15 / 4 anos atrás

Valcke alerta sobre gramados e cobra rapidez nas obras de estádios

RIO DE JANEIRO, 10 Out (Reuters) - O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, criticou nesta quinta-feira a qualidade de alguns gramados entre os 12 estádios da Copa do Mundo e cobrou uma aceleração nas obras das arenas para que elas fiquem livres para a entidade fazer testes e observações no ano que vem.

Valcke visitou nesta semana as arenas de Porto Alegre e Cuiabá, que estão em fase de obras e têm de ser entregues até dezembro, segundo o cronograma da entidade.

Na semana passada, a Arena da Baixada, em Curitiba, teve a reforma embargada por questões trabalhistas, mas ajustes foram feitos, e as obras foram retomadas uma semana depois. O novo gramado do estádio ainda não foi plantado, a 8 meses do Mundial.

A qualidade da grama dos estádios é uma preocupação da Fifa desde a Copa das Confederações, em junho, quando os problemas foram visíveis em Brasília e Salvador, principalmente.

“Temos que zelar pelos gramados dos estádios e nem todos estão na melhor condição”, disse Valcke em entrevista coletiva no Rio de Janeiro.

O secretário-geral da Fifa ressaltou que os jogadores que vão disputar o Mundial estão acostumados a gramados de primeira qualidade. “Queremos o melhor para as seleções; uma série de seleções e jogadores estão acostumados com gramado de maior qualidade”, afirmou ele ao criticar diretamente o estádio da capital federal.

“A qualidade no Distrito Federal não é o que se espera. Não é uma crítica, mas um fato. A Copa será em 245 dias e temos muito tempo para certificar os gramados e garantir também (que não sejam realizados) eventos fora de futebol que possam destruir os gramados”, completou.

Valcke cobrou ainda que as obras dos estádios sejam aceleradas para que a Fifa possa, no ano que vem, ter as arenas para a montagem da infraestrutura para os jogos do Mundial.

“São Paulo está perfeitamente a caminho; houve época com preocupação, mas quando você começa a trabalhar e monitorar, com apoio das cidades, podemos alcançar o que queremos. Em Cuiabá, Curitiba, há estádios em que há muito a ser feito”, declarou.

“Não há um minuto a perder agora. Curitiba é um dos estádios e devemos estar atentos... a questão é quando o estádio vai estar disponível para instalar os equipamentos, TV, hospitalidade e por isso deve ser acelerado.”

A partir de janeiro, o Comitê Organizador Local (COL) e a Fifa vão estar com suas equipes monitorando jogos e competições regionais nos estádios da Copa e não poderão ser realizadas partidas nas arenas 21 dias antes da primeira partida no local.

PROTESTOS

Durante a visita da Fifa à Arena Pantanal, em Cuiabá, a comitiva da entidade enfrentou protestos. Na Copa das Confederações houve diversas manifestações nas cidades-sede, que terminaram em conflitos entre policiais e manifestantes.

O secretário-geral da Fifa se mostrou tranquilo em relação à possibilidade de mais manifestações durante o Mundial e acredita que as autoridades brasileiras conseguirão gerenciar os protestos sem que haja prejuízo ao torneio.

“O que aconteceu na Copa das Confederações mostrou que as autoridades reagiram bem e isso deu confiança de que podem controlar a situação”, afirmou ele.

A reserva de ingressos, com um total de cerca de 6,2 milhões de bilhetes, foi usada mais de uma vez por Valcke para tentar mostrar que o Brasil e o mundo apoiam a Copa e que há interesse em vir ao Brasil, mesmo com a perspectiva de protestos.

“Quanto ao que pensa o mundo (sobre protestos) encara bem e acho que a venda de ingressos é a melhor resposta. O mundo está ansioso para vir... nunca tive tanto amigo pedindo ingresso para vir ao Brasil. Não estou preocupado com as imagens do Brasil quando se filmam dois minutos de passeata tranquila e tem uma minoria fazendo quebra-quebra”, declarou.

O dirigente da Fifa disse que não fez nenhum pedido adicional de segurança às autoridades brasileiras para o Mundial.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, acredita numa Copa sem percalços. “Vemos o Brasil convivendo com as manifestações, (o país) pode fazer uma Copa num ambiente de paz e tranquilidade e não vejo com tanto pessimismo a possibilidade de realizar a Copa do Mundo num ambiente tranquilo e pacífico”.

Por Rodrigo Viga Gaier e Felipe Pontes

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