Chefe de agência antidoping critica Jamaica por falta de auditoria

terça-feira, 22 de outubro de 2013 12:40 BRST
 

22 Out (Reuters) - O chefe da Agência Mundial Antidoping (Wada), John Fahey, criticou as autoridades jamaicanas por não terem implementado uma auditoria independente do regime antidoping do país neste ano, após uma série de casos de uso de substâncias proibidas por parte de atletas da Jamaica.

A Wada disse na semana passada que o primeiro-ministro jamaicano, Portia Simpson-Miller, convidou uma equipe especial para inspecionar a agência antidoping do país, mas a entidade internacional foi informada pela Jamaica que a visita não poderá ocorrer este ano.

"A posição atual é inaceitável para a Wada e não vamos aceitá-la, a sugestão deles é falar com a gente no próximo ano", disse Fahey disse ao jornal britânico Daily Telegraph.

"Sugerir à Wada que eles não estão prontos para se encontrar com a gente para falar sobre seu problema em algum momento até o próximo ano é insatisfatório, é totalmente inaceitável para mim, e vamos agir de forma adequada dentro de um período de tempo apropriado."

O ex-recordista mundial dos 100 metros rasos Asafa Powell, a bicampeã olímpica dos 200 metros Veronica Campbell-Brown e a medalhista de prata no revezamento 4x100m nos Jogos de Londres Sherone Simpson foram flagrados em exames antidoping e ficaram de fora do Mundial de Atletismo de agosto.

A credibilidade do trabalho antidoping da Jamaica foi posta em dúvida também por Renee Anne Shirley, um ex-funcionário sênior da agência antidoping do país, que disse à revista Sports Illustrated, em agosto, que a agência havia realizado apenas um teste fora de competição entre fevereiro de 2012 até o início dos Jogos Olímpicos de Londres, em julho. A Comissão Antidoping da Jamaica negou qualquer problema e questionou a acusação de Shirley.

(Por Ian Ransom)

 
O presidente da Agência Mundial Antidoping (Wada), John Fahey, participa de uma entrevista coletiva em Sydney, Austrália. 30/04/2008. Fahey criticou as autoridades jamaicanas por não terem implementado uma auditoria independente do regime antidoping do país neste ano, após uma série de casos de uso de substâncias proibidas por parte de atletas da Jamaica. REUTERS/Tim Wimborne