Kiessling se defende de críticas após "gol fantasma" no Hoffenheim

terça-feira, 22 de outubro de 2013 16:26 BRST
 

BERLIM, 22 Out (Reuters) - O atacante do Bayer Leverkusen Stefan Kiessling defendeu suas ações depois das críticas que sofreu por não alertar a arbitragem sobre o "gol fantasma" que marcou contra o Hoffenheim na sexta-feira, afirmando que não percebeu que a bola tocou a rede pelo lado de fora antes de bater numa placa de publicidade atrás do gol e entrar através de um buraco na rede.

"Para mim é importante que 30 mil pessoas no estádio não viram e eu fui uma delas", disse Kiessling à emissora Bayer 04 nesta terça-feira ao falar sobre o "gol" marcado na vitória por 2 x 1 na sexta-feira.

"Todas as críticas contra mim nos últimos dias foram muito duras, porque todos me acusaram de ter visto", acrescentou. "As pessoas sabem que se esse tivesse sido o caso, eu teria dito que havia um buraco ali."

O "gol" de Kiessling foi marcado aos 25 minutos do segundo tempo e foi validado pelo árbitro Felix Brych, deixando o Leverkusen com vantagem de 2 x 0 no placar.

"Vi a bola voar em direção ao lado de fora da rede, essa era a direção geral, mas não onde ela caiu e quando eu me virei a bola estava dentro do gol. Foi surpreendente para mim como foi para todo mundo", disse.

O incidente reacendeu o debate se a tecnologia que indica ao árbitro se a bola entrou deveria ser usado na Alemanha e se os árbitros devem ter acesso a replays durante as partidas.

Artilheiro da última temporada do Campeonato Alemão, Kiessling levou as mãos à cabeça depois de cabecear a bola para fora do gol e pareceu confuso quando viu o árbitro marcando o gol e seus companheiros vindo em sua direção para comemorar.

O Hoffenheim recorreu contra o resultado e a Federação Alemã de Futebol pediu à Fifa, entidade que comanda o futebol mundial, uma posição legal antes de decidir se a partida será ou não disputada novamente.

O Campeonato Alemão não usa a tecnologia que avisa o árbitro quando uma bola entra no gol, que uma fonte da Fifa disse que teria apontado o erro, e nem os assistentes adicionais que se posicionam na linha de fundo, que são usados nas competições europeias.

(Reportagem de Karolos Grohmann)