Estádio de Cuiabá para Copa do Mundo sofre pequeno incêndio

sexta-feira, 25 de outubro de 2013 19:35 BRST
 

SÃO PAULO, 25 Out (Reuters) - A Arena Pantanal, estádio de Cuiabá que está sendo construído para a Copa do Mundo de 2014, sofreu um incêndio nesta sexta-feira, que foi rapidamente controlado e não vai afetar o andamento das obras, segundo a secretaria extraordinária da Copa no Mato Grosso.

"O fogo ficou concentrado em parte do subsolo do setor Oeste, atingindo um estoque de isopor que compõe o material que será usado como isolante térmico da cobertura", disse a Secopa do MT em nota.

As investigações sobre o incêndio já foram iniciadas, acrescentou a Secopa.

O Corpo de Bombeiros recebeu ajuda da equipe de brigadistas da construtora para apagar o fogo. Não houve feridos.

A Secopa informou que a conclusão do estádio está prevista para dezembro, prazo estabelecido pela Fifa, com inauguração em janeiro de 2014. No entanto, o governador de MT, Silval Barbosa, admitiu na quinta-feira que o estádio pode precisar de alguns dias em janeiro para ser finalizado.

A Fifa já disse diversas vezes que não vai tolerar atrasos, como os que ocorreram na Copa das Confederações. Para o torneio de junho deste ano, apenas dois dos seis estádios cumpriram o prazo estipulado pela entidade que controla o futebol mundial.

As obras na Arena Pantanal, que receberá quatro jogos do Mundial, todos pela primeira fase, superaram 85 por cento de conclusão no fim de setembro.

O estádio sofre também com um impasse sobre a empresa que vai fornecer as cerca de 43 mil cadeiras. A primeira licitação foi suspensa em razão de uma notificação encaminhada à Secopa pelo Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal, após a constatação de irregularidades na escolha das especificações do mobiliário esportivo.

Um acordo judicial firmado na quinta-feira com a empresa Kango do Brasil reduziu os valores em relação ao contrato inicial -- de 19,6 milhões de reais para estimados 18,2 milhões de reais -- e será apresentado ao Poder Judiciário no prazo de 72 horas.

(Reportagem de Tatiana Ramil)