Governo federal busca zerar déficit de comitê dos Jogos de 2016

terça-feira, 19 de novembro de 2013 21:05 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 19 Nov (Reuters) - O governo federal quer que o Comitê Rio 2016 zere o déficit previsto de 1,5 bilhão de reais com os Jogos Olímpicos, segundo o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, defendendo que essa meta seja atingida até com cortes de salários.

"Salário é um item grande do orçamento da Rio 2016", afirmou o secretário a jornalistas nesta terça-feira, durante posse do novo presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), general Fernando Azevedo e Silva.

"Estamos no rígido controle da Rio 2016 com objetivo de que não haja déficit", disse ele. "Queremos reduzir gastos excessivos ou desnecessários na Rio 2016...estamos fazendo revisão para que não haja cobertura do poder público destes 700 milhões (de dólares) que os entes teriam que injetar no comitê."

Na planilha de candidatura do Rio de Janeiro à sede dos Jogos, o déficit previsto para o Comitê Rio 2016 era de 700 milhões de dólares, a serem divididos pelos governos federal, estadual e municipal. Em valores atuais, o déficit seria de cerca de 1,5 bilhão de reais.

A atualização da matriz de responsabilidades dos Jogos, da qual faz parte o déficit operacional da Rio 2016, está sendo trabalhada há meses, e a previsão das autoridades é que neste ano ela seja apresentada.

O governo federal tenta junto a todos os envolvidos nos Jogos uma redução de custos para transformar o déficit de 700 milhões de dólares em déficit zero. Para isso, contratos estão sendo revistos, custos reavaliados e níveis de serviço apreciados.

Na Copa das Confederações, em junho deste ano, o governo federal interferiu na redução de custos ao detectar que estava havendo sobrepreço de serviços e bens necessários para o evento.

O diretor de operações do Comitê Rio 2016, Leonardo Gryner, evitou falar em cortes de salários, mas admitiu que ajustes podem ser feitos em futuras contratações.

"O que estamos fazendo nesse esforço da redução do déficit é na revisão dos salários das futuras contratações", disse ele.   Continuação...