Para governo, Mundial terá clima de euforia em vez de protestos

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 20:47 BRST
 

COSTA DA SAUÍPE, 5 Dez (Reuters) - Ao contrário da Copa das Confederações, que ganhou até o apelido de "Copa das Manifestações" devido aos protestos, o governo brasileiro acredita que a paixão do torcedor pelo futebol vai falar mais alto na Copa do Mundo e a competição será realizada num clima de festa.

Pego de surpresa pelas manifestações de junho, que atingiram as cidades-sedes da Copa das Confederações e tiraram o foco do torneio preparatório para o Mundial, o governo agora tem planejamento para enfrentar uma eventual repetição dos protestos no ano que vem, mas acredita que o povo será levado pela euforia da realização de uma Copa do Mundo em casa pela primeira vez desde 1950.

"Se tivermos o mesmo tipo de protestos na Copa do Mundo, você nunca sabe... Mas a minha impressão é que o que vai dominar é a paixão pelo futebol, porque esse é o país do futebol, todo mundo é apaixonado por futebol", disse nesta quinta-feira em entrevista à Reuters TV o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes.

"Acho que essa atmosfera de entusiasmos vai dominar na Copa do Mundo. A Copa do Mundo tem um apelo muito maior para o torcedor brasileiro do que a Copa das Confederações", acrescentou Fernandes em entrevista na Costa do Sauípe (BA), onde acontece na sexta-feira o sorteio dos grupos do Mundial.

Fernandes citou como exemplo da animação do brasileiro com a Copa do Mundo a alta procura por ingresso, que bateu recorde na primeira fase de vendas, com cerca de 75 por cento das entradas sendo vendidas para brasileiros na janela inicial.

Segundo Fernandes, que ocupa o posto de número dois do Ministério do Esporte, o governo foi aprovado no teste diante das manifestações na Copa das Confederações, e estará melhor preparado em caso de repetição.

"Foi um teste difícil organizar a Copa das Confederações, e um teste imprevisível. É diferente você se preparar para algo que está no radar, que você tem planos de contingência. Ninguém no Brasil podia esperar a escala das manifestações que nós tivemos", reconheceu.

"Se acontecer agora, não será mais uma coisa totalmente inesperada, agora faz parte do nosso processo de planejamento."

(Reportagem de Andrew Downie e Reuters TV)