ANÁLISE-Mundial de Clubes é lembrete do abismo de qualidade no futebol

domingo, 22 de dezembro de 2013 14:50 BRST
 

Por Brian Homewood

MARRAKESH, Marrocos, 22 Dez (Reuters) - Para os cerca de 10 mil torcedores do Atlético Mineiro que fizeram a árdua viagem de Belo Horizonte a Marrakesh, o Mundial de Clubes foi a competição mais importante que o time já participou.

Desde que conquistou a Copa Libertadores, em julho, o Atlético e sua torcida sonhavam obsessivamente com uma chance de se medir com o campeão europeu, Bayern de Munique, na final.

Mas o time brasileiro sofreu uma derrota chocante na semifinal para o Raja Casablanca, que por sua vez perdeu de 2 x 0 dos alemães na decisão de sábado.

A partida fez o Marrocos parar. Milhares de torcedores do Raja viajaram para o sul do país, e o rei Mohamed assistiu à partida no estádio em Marrakesh.

Na Europa, o mesmo evento é muitas vezes visto como uma excursão de meio de temporada para jogar com times de nomes exóticos -- visão resumida pelo referência do técnico do Borussia Dortmund, Jürgen Klopp, ao filme "Casablanca".

"A última vez que ouvi falar em Casablanca foi quando Humphrey Bogart estava atuando", brincou. "Talvez algum dia (a competição) terá um valor maior".

Em muitos sentidos, o torneio funciona como um lembrete do abismo entre o futebol europeu, que atrai os melhores jogadores do planeta, e o resto do mundo, que atua como celeiro de talentos.

Clubes europeus como o Bayern de Munique estão repletos de talentos de várias partes do globo, e a maioria de seus reservas joga regularmente por seus respectivos países.   Continuação...

 
Franck Ribery, jogador dos alemões do Bayern Munich, beija o troféu ao celebrar a vitória do Mundial de Clubes no último sábado, em Marrakesh, Marrocos. 21/12/2013 REUTERS/Youssef Boudlal