Crise leva F1 a cortar gastos

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013 09:37 BRST
 

Por Alan Baldwin e Keith Weir

LONDRES, 23 Dez (Reuters) - Glamour, tecnologia e muitos lucros. Com o apelo de GPs em lugares como Mônaco e Cingapura, a Fórmula 1 continua sendo um ótimo negócio para os homens que controlam o dinheiro no automobilismo.

Esse negócio, que tem a firma de investimentos CVC como maior acionista, movimentou 1,35 bilhão de dólares em 2012 e gerou um lucro operacional de 246 milhões de dólares, depois de deduzido o pagamento às 11 equipes participantes.

Isso poderia indicar uma farra nos boxes, mas as aparências enganam. Por trás das marcas de luxo, dos convidados VIPs e das suntuosas suítes de hospitalidade, muitas equipes menores lutam para sobreviver.

Na semana passada, a Reuters perguntou a Tony Fernandes, empresário do setor aéreo e dono da equipe Caterham, se ele achava que há uma crise de custos no automobilismo. "Não é que eu ache. Há."

"A gente ouve falar de pessoas que não receberam, fornecedores demorando muito para receberem. Certamente não são dias felizes", disse o malaio, cuja equipe, após quatro anos, nunca pontuou na categoria, e foi lanterna do Mundial em 2013.

Quatro equipes --a campeã Red Bull, mais Mercedes, Ferrari e McLaren-- têm orçamentos de 200 milhões de dólares ou mais, beneficiando-se principalmente da divisão de faturamento supervisionada pelo executivo-chefe Bernie Ecclestone, que é há décadas a figura dominante no esporte.

Ecclestone, que enfrenta vários processos judiciais por causa do acordo com a CVC, há oito anos, criou um modelo de negócios único, que controla os direitos de transmissão, as taxas pagas pelos realizadores dos GPs, os patrocínios e os licenciamentos da marca.

As equipes dividiram um faturamento de cerca de 750 milhões de dólares no ano passado, mas estão questionando a estrutura que suga tanto dinheiro numa modalidade em que as equipes precisam fazer altos investimentos e viajar pelo mundo para disputar as 19 provas anuais.   Continuação...