30 de Dezembro de 2013 / às 20:28 / 4 anos atrás

Pilotos da F1 nunca perdem a necessidade de velocidade

Por Alan Baldwin

LONDRES, 30 Dez (Reuters) - Pilotos de Fórmula 1 são uma raça especial, caçadores de emoção intensamente competitivos, movidos pela necessidade da velocidade e pela sede de adrenalina.

Michael Schumacher, em situação crítica num hospital com ferimentos na cabeça sofridos em um acidente enquanto esquiava nos Alpes franceses, não teria sido sete vezes campeão mundial se não tivesse essas características.

O mundo da Fórmula 1 está rezando nesta segunda-feira para que essa determinação e espírito de luta levem o piloto aposentado, de 44 anos, a vencer uma batalha maior do que qualquer outra vivida por ele nas pistas.

Abandonar o circuito dos grandes prêmios pode ser um desafio para os corredores, muitos ainda relativamente jovens e acostumados a viver no limite, que passam a ter de buscar emoções em outro lugar.

Schumacher disputou corridas de motociclismo logo depois da primeira vez que se aposentou da Fórmula 1, largando a Ferrari em 2006, e machucou o pescoço em um acidente em 2009.

Outros, como o australiano Mark Webber, que quebrou a perna quando andava de mountain bike em uma prova na Tasmânia, em 2010, passou a disputar a corrida de Le Mans.

"Michael adora desafiar os trajetos de corridas em superbicicletas e frequentemente mostra com entusiasmo suas incríveis fotos de paraquedismo em seu celular", disse o ex-colega da equipe Benetton e atualmente comentarista da TV Sky, Martin Brundle.

"Ele está apenas há um ano fora do cockpit mas, como pessoa competitiva e focada, você não pode simplesmente desligar o botão e se acomodar no fim de uma longa carreira, você precisa de desafios e conquistas para manter a adrenalina fluindo", afirmou Brundle.

"Não é incomum que corredores sobrevivam a muitos grandes acidentes para depois ficarem feridos em carros, aviões, bicicletas, na água, ou mesmo em áreas de esqui. A necessidade da máquina e de velocidade sempre estará lá, é inevitável", acrescentou o britânico.

Do mesmo modo que muitos esquiadores profissionais nos Alpes têm fascínio por carros e motocicletas velozes, os pilotos de corridas, obcecados pela forma física, demonstram amor por esportes radicais.

"Em parte, o motivo pelo qual ex-pilotos gostam de esportes como o esqui é a fissura física que você obtém ao esquiar, pelos pés e o corpo todo, e o aumento da adrenalina. É algo que vicia", disse à rádio BBC o ex-ganhador do Grande Prêmio John Watson.

"Tornou-se habitual... e se você for alguém como Michael Schumacher, isso é parte da sua vida mesmo que você não esteja diretamente envolvido em um esporte competitivo."

O alemão estava de férias com a família, esquiando fora das pistas demarcadas no resort de Meribel quando caiu e bateu a cabeça contra uma rocha.

Ele usava capacete e, de acordo com relatos, esquiava bem. O acidente foi amplamente considerado uma anomalia.

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