Putin alivia restrições sobre protestos em sede dos Jogos Olímpicos de Inverno

sábado, 4 de janeiro de 2014 15:11 BRST
 

MOSCOU, 4 Jan (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, aliviou restrições sobre manifestações em Sochi, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno, em um gesto para polir a imagem da Rússia à frente de um evento marcado por preocupações sobre segurança e direitos humanos.

Plenamente consciente de que o sucesso ou fracasso dos Jogos irá ajudar a moldar seu legado, Putin aproximou-se intimamente do projeto de 50 bilhões de dólares. Ele fez uma inspeção surpresa em pontos de um resort no Mar Negro na sexta-feira e foi mostrado pela televisão estatal russa esquiando em uma encosta, usando óculos escuros e capacete.

Putin, que no sábado participou de um ensaio da cerimônia de abertura dos Jogos em Sochi, alterou um decreto para permitir que grupos realizem algumas marchas e encontros em locais aprovados pelos serviços de segurança, afirmou o Kremlin em um comunicado.

"Reuniões, comícios, manifestações, passeatas e piquetes que não forem diretamente ligados aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos poderão ocorrer entre sete de janeiro e 21 de março de 2014 ... só depois de serem combinados com ... uma entidade de segurança local", disse.

Grupos ativistas, com causas que vão dos direitos dos homossexuais a reforma política, se queixaram de que a proibição das manifestações, imposta em agosto como parte de uma operação de segurança, violava a própria constituição da Rússia.

A investida de Putin ocorre logo após ele ordenar mais uma operação de segurança na sequência de dois ataques suicidas na cidade russa de Volgogrado, no sul do país, que matou pelo menos 34 pessoas.

(Por Vladimir Soldatkin)

 
Presidente russo, Vladimir Putin, participa de uma partida amistosa de hockey no gelo, no palácio de gelo de Bolshoi, próximo a Sochi. Putin aliviou restrições sobre manifestações em Sochi, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno, em um gesto para polir a imagem da Rússia à frente de um evento marcado por preocupações sobre segurança e direitos humanos. 4/01/2014. REUTERS/Alexei Nikolskiy/RIA Novosti/Kremlin