Rodman vai à Coreia do Norte jogar basquete no aniversário do líder Kim

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014 10:02 BRST
 

Por Maxim Duncan

PEQUIM, 6 Jan (Reuters) - O ex-astro da NBA Dennis Rodman deixou Pequim em direção à Coreia do Norte junto com um time de jogadores de basquete aposentados para comemorar o aniversário do líder norte-coreano, Kim Jong Un, descrito por ele como um "cara legal".

Essa será a quarta viagem de Rodman à capital da Coreia do Norte, Pyongyang, onde ele e outros ex-jogadores da NBA vão participar de partidas de basquete em meio ao aniversário de Kim, que acredita-se ser na quarta-feira, embora a data nunca tenha sido confirmado oficialmente.

Em visitas anteriores, Rodman foi convidado à mesa de Kim, com quem diz ter uma amizade genuína, embora não tenha se encontrado com o líder norte-coreano em sua última viagem.

Rodman disse que não vai interferir na política do país asiático.

"As pessoas sempre dizem que a Coreia do Norte é como um verdadeiro país comunista, que pessoas não podem ir lá", disse Rodman a jornalistas em um aeroporto de Pequim. "Eu só sei do fato de que, você sabe, para mim ele é um cara legal, para mim."

"Seja o que for que ele faça politicamente, esse não é o meu papel. Sou apenas um atleta, um indivíduo que quer ir lá e jogar algo para o mundo. É isso."

A visita de Rodman ocorre após o expurgo do poderoso tio de Kim, Jang Son Thaek, que foi executado em dezembro.

Usando óculos escuros, um boné bordado e um cachecol rosa, Rodman foi questionado sobre as críticas daqueles de que dizem que ele não deveria jogar na Coreia do Norte.

"Eles vão atirar em mim? Eles vão atirar em mim? Se liga, cara", disse.

 
Ex-jogador de basquete da NBA, Dennis Rodman (centro), é protegido ao chegar no Aeroporto Internacional de Pequim para partir para Pyongyang, em Pequim, 6 de janeiro de 2014. Rodman deixou Pequim em direção à Coreia do Norte junto com um time de jogadores de basquete aposentados para comemorar o aniversário do líder norte-coreano, Kim Jong Un, descrito por ele como um "cara legal". REUTERS/Jason Lee