Governo e concessionária do Maracanã acertam modernização de arenas de atletismo e natação

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014 19:45 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 6 Jan (Reuters) - Depois de muitas negociações e protestos, o governo do Rio de Janeiro e a concessionária que administra o Maracanã chegaram a um acordo que prevê a manutenção do estádios de atletismo Célio de Barros e do parque aquático Julio De Lamare que serão modernizados, informou o Governo do Estado nesta segunda-feira.

Inicialmente, o contrato de concessão previa a demolição do estádio de atletismo Célio de Barros e do estádio aquático Julio De Lamare. A concessionária construiria nos dois locais estacionamentos e lojas comerciais.

Em contrapartida , teria que investir recursos na construção de um novo estádio de atletismo e um novo parque aquático fora do complexo do Maracanã.

Depois de uma onda de protestos e manifestações populares, algumas até terminaram em confusão e detenções, o governo do Rio voltou atrás e abriu uma negociação com a concessionária para fazer ajustes no contrato de concessão.

As negociações começaram no segundo semestre do ano passado e foram concluídas nesta segunda feira. A privatização do Maracanã causou um enorme desgaste político para o governador Sérgio Cabral (PMDB), que ameaçou cancelar o contrato em meio a onda de protestos contra a concessão.

"As modificações realizadas pelas partes não alteram em nada o objeto principal do contrato, mas apenas algumas obrigações incidentais. Não houve também alteração do valor da contraprestação da concessionária pela concessão do Maracanã", informou o governo do Estado em nota oficial.

A previsão é que o parque aquático Julio De Lamare receba as partidas de pólo aquático nos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro. O Maracanã será o estádio da final da Copa do Mundo que será disputada neste ano no Brasil.

O aditivo de contrato firmado nessa segunda-feira também excluiu a previsão de demolição do Museu do Índio, que fica ao lado do complexo do Maracanã e que abrigava uma aldeia indígena até o ano passado.

A desocupação ocorreu com uso da força por parte dos policiais e cercada de protestos que acabaram em detenções e ferimentos.   Continuação...