7 de Janeiro de 2014 / às 10:54 / 4 anos atrás

Rússia reforça segurança em Sochi antes da Olimpíada de Inverno

Presidente russo, Vladimir Putin, participa de uma partida amistosa de hockey no gelo, no Palácio de Gelo Bolshoi, próximo a Sochi. Forças russas entraram em alerta de combate em Sochi e intensificaram as restrições para o acesso ao balneário do mar Negro, nesta terça-feira, como parte das medidas adotadas pelo presidente Vladimir Putin para garantir a segurança na Olimpíada de Inverno do mês que vem. 4/01/2014. REUTERS/Alexei Nikolskiy/RIA Novosti/Kremlin

MOSCOU, 7 Jan (Reuters) - Forças russas entraram em alerta de combate em Sochi e intensificaram as restrições para o acesso ao balneário do mar Negro, nesta terça-feira, como parte das medidas adotadas pelo presidente Vladimir Putin para garantir a segurança na Olimpíada de Inverno do mês que vem.

Ciente de que o sucesso ou fracasso nos Jogos de Sochi será parte do seu legado, Putin reforçou a segurança depois de dois atentados na cidade de Volgogrado, no sul da Rússia, que mataram pelo menos 34 pessoas.

O insurgente islâmico checheno Doku Umarov, o homem mais procurado do país, conclamou seus seguidores a usarem a “força máxima” para impedir a realização da Olimpíada.

“A partir de 7 de janeiro, todas as divisões responsáveis por assegurar a segurança dos convidados e dos participantes dos Jogos estão sendo colocados em alerta de combate”, disse o ministro das Situações de Emergência, Vladimir Puchkov, à agência de notícias Itar-Tass.

“Todas as questões de segurança para a Olimpíada de Inverno estão sendo tratadas no mais elevado nível internacional”, acrescentou.

As autoridades estão mobilizando dezenas de milhares de policiais e soldados do Ministério do Interior para Sochi, onde os atletas devem competir durante mais de duas semanas a partir de 7 de fevereiro, na mais cara Olimpíada já feita.

Desde terça-feira, quando foi celebrado o Natal ortodoxo, o acesso a Sochi ficou ainda mais restrito, e um novo esquema de tráfego entrou em vigor para dar prioridade à movimentação relacionada ao evento, segundo autoridades.

“As restrições servem para deixar as vias livres para que espectadores, atletas e membros da família olímpica se desloquem”, disse a diretoria de transportes.

As medidas de segurança motivam queixas dos moradores da cidade, um balneário da era soviética que virou na atualidade uma metrópole de vidro e metal.

Mais de 200 pessoas voltaram a protestar no domingo sobre a forma como Moscou organiza os Jogos. “Os nativos de Sochi são os donos dos Jogos, não os visitantes”, era o lema da manifestação.

Mas Putin, que no sábado compareceu a um ensaio da cerimônia de abertura na cidade, revogou parte das restrições às manifestações, permitindo que os grupos realizassem algumas passeatas e concentrações em locais aprovados pelas autoridades.

Grupos de ativistas - por causas tão díspares quanto os direitos dos homossexuais e a reforma política - haviam se queixado de que a proibição a aglomerações públicas, imposta em agosto como parte das medidas de segurança, violava a Constituição russa.

Por Elizabeth Piper

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