21 de Janeiro de 2014 / às 18:56 / 4 anos atrás

Fifa coloca Curitiba na berlinda e decidirá se mantém sede em fevereiro

CURITIBA/BRASÍLIA, 21 Jan (Reuters) - A Fifa mostrou descontentamento nesta terça-feira com os atrasos na Arena da Baixada, estádio de Curitiba para a Copa do Mundo deste ano, e anunciou o próximo dia 18 de fevereiro como a data decisiva para que a capital paranaense continue sendo uma das sedes do Mundial.

O secretário-geral da entidade, Jerôme Valcke, esteve em Curitiba acompanhado de autoridades locais e do Comitê Organizador Local (COL) e deixou claro que a posição da capital paranaense como sede da Copa está na berlinda.

“Sejamos francos e diretos. Como vocês podem imaginar, a situação atual do estádio não é algo que apreciamos. O estádio não está somente atrasado, está muito, muito atrasado. O estádio está fora de qualquer bom cronograma potencial para entrega e para o melhor uso da Fifa na Copa do Mundo”, criticou Valcke em entrevista coletiva.

Em dezembro, o Atlético informou que 88,8 por cento das obras do estádio estavam concluídas.

Valcke disse que Fifa, governo, autoridades curitibanas e o COL voltarão a avaliar as condições da Arena da Baixada em 18 de fevereiro, quando será realizado em Florianópolis um workshop com as 32 seleções classificadas. Nesta data será decidido o futuro da sede.

“Em 18 de fevereiro nós --o Comitê Organizador Local, o governo, a cidade de Curitiba e a Fifa-- terá de decidir se o nível de trabalho que será feito entre agora e 18 de fevereiro nos dá a confiança de que o estádio estará pronto para organizar os jogos da Copa do Mundo”, disse.

“Se em 18 de fevereiro a situação for a mesma de hoje, com o nível de preparação que definitivamente coloca em risco a organização de partidas aqui em Curitiba, a decisão terá de ser tomada entre essas partes que são responsáveis pela Copa do Mundo.”

O dirigente não quis adiantar o que será feito caso os progressos nas obras do estádio não sejam satisfatórios, limitando-se a dizer que, se isso acontecer, Fifa, COL e autoridades brasileiras tomarão uma decisão sobre possível realocação das partidas.

Em Brasília, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também comentou a situação da Arena da Baixada nesta terça e garantiu que o governo federal fará todo o possível para garantir o estádio como uma das sedes para o Mundial.

“Todo nosso esforço é no sentido de tomar as medidas que garantam o estádio do Paraná na Copa do Mundo de 2014. Esse é o esforço que nós estamos fazendo”, afirmou o ministro após participar de encontro da presidente Dilma Rousseff com o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, no Palácio do Planalto.

O ministro não acompanhou a visita da Fifa à arena devido a um compromisso com a presidente Dilma Rousseff e com representantes do COI para tratar da Olimpíada de 2016, no Rio.

Ele disse, no entanto, que conversou na segunda-feira com o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), e com o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), para tratar sobre o andamento das obras no estádio.

A Arena da Baixada, estádio de propriedade do Atlético Paranaense, receberá quatro partidas do Mundial, todas válidas pela primeira fase.

O primeiro jogo da Copa na capital paranaense está marcado para 16 de junho, entre Irã e Nigéria. Quatro dias depois Honduras e Equador se enfrentarão na cidade, que também receberá os jogos entre Austrália e Espanha (dia 23 de junho) e entre Argélia e Rússia (dia 26).

O prazo original estipulado pela Fifa para a conclusão da Arena da Baixada era dezembro do ano passado, mas as obras não ficaram prontas, assim como nos outros cinco estádios da Copa do Mundo que não foram utilizados na Copa das Confederações de 2013.

De acordo com o governo paranaense, a previsão atual é realizar um jogo no final de fevereiro entre operários e convidados, sem a presença de público. O primeiro jogo oficial só aconteceria no fim de março.

Caso decida retirar Curitiba como uma das sedes da Copa a Fifa terá outro grande problema nas mãos, uma vez que os ingressos para as partidas do Mundial já começaram a ser vendidos.

Reportagem de Pablo Garcia, da Reuters TV

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