No Brasil dos atrasos, recepção em aeroportos da Copa incluirá terminal de lona

terça-feira, 21 de janeiro de 2014 22:06 BRST
 

Por Brad Haynes e Andrew Downie

SÃO PAULO, 21 Jan (Reuters) - O Brasil prometeu ao mundo que estenderia o tapete vermelho em aeroportos do século 21 para a Copa do Mundo deste ano, mas, em vez disso, os torcedores de futebol que chegarem a Fortaleza, onde serão realizadas seis partidas, incluindo uma nas quartas de final, serão conduzidos para uma estrutura provisória de lona.

Os atrasos em Fortaleza são a mais recente evidência constrangedora de que várias reformas cruciais não estarão prontas quando a competição começar em meados de junho. O prazo final para a conclusão de um novo terminal no aeroporto em Fortaleza foi estendido para 2017.

"A estrutura provisória não é a situação ideal, nem a que gostaríamos de entregar, mas é a que temos para resolver o problema do atraso em Fortaleza", disse o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, a jornalistas na noite de segunda-feira.

As obras nos aeroportos superlotados do país estão muito mais atrasadas do que a construção de novos estádios, muitos dos quais ultrapassaram o prazo fixado e superaram o orçamento, mas que devem estar prontos para o início do Mundial, de acordo com os organizadores da Copa.

O Ministério do Esporte informou em setembro que metade das reformas de aeroportos em andamento seria concluída em maio, mas esses prazos parecem irreais, apesar de os operários estarem trabalhando dia e noite em muitas cidades.

O mundo certamente acompanhará o que acontece. Estima-se que 600.000 estrangeiros visitarão o país durante o mês de realização da Copa do Mundo e 3 milhões de brasileiros devem viajar durante o torneio.

Em Fortaleza, onde os seis jogos marcados incluem a partida do Brasil contra o México, bem como outra nas quartas de final, somente 25 por cento do novo terminal foi finalizado e as autoridades decidiram dividir as obras em duas fases, com conclusão prevista para 2017.

Atrasos nos aeroportos de Salvador e Cuiabá também forçam autoridades a considerar planos alternativos, embora Moreira Franco ainda não tenha feito uma avaliação definitiva nesses casos.   Continuação...