Orçamento operacional da Olimpíada de 2016 sobe para R$7 bi

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014 18:04 BRST
 

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO, 23 Jan (Reuters) - O orçamento operacional do comitê organizador da Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro, que não inclui as obras públicas previstas para os Jogos, subiu para 7 bilhões de reais, anunciou o comitê Rio-2016 nesta quinta-feira.

O valor representa um aumento de 2,8 bilhões de reais em comparação com os 4,2 bilhões de reais estimados como orçamento operacional na proposta de candidatura da cidade para os Jogos Olímpicos, em 2009. Corrigido pela inflação, esse valor da época da candidatura fica em 5,5 bilhões de reais.

Esse orçamento é totalmente privado e diz respeito somente às operações do comitê organizador local. Não inclui as obras de infraestrutura e construção de arenas esportivas e de acomodação, nem os gastos com segurança, custos de responsabilidade do poder público.

O custo total da Olimpíada será apresentado na próxima semana, quando será divulgada a matriz de responsabilidade dos Jogos Olímpicos. Na proposta de candidatura do Rio, o orçamento total dos Jogos foi estimado em 28,8 bilhões de reais.

O orçamento operacional, divulgado somente a dois anos e meio da realização da Olimpíada, tem equilíbrio entre receitas e despesas, fechando a conta em 7 bilhões de reais. O aumento foi explicado por diversos fatores, incluindo avanços tecnológicos, a inclusão de novos esportes e os custos do usufruto da Vila Olímpica, que não estavam previstos na candidatura.

Não há dinheiro público no comitê organizador, segundo o Rio-2016. Os recursos são provenientes principalmente de acordos locais de patrocínio (51 por cento), mas também há um aporte do Comitê Olímpico Internacional (21 por cento) e receitas provenientes da venda de ingressos e do licenciamento de produtos.

"Nossas metas são de realizar jogos magníficos, nós queremos garantir um orçamento equilibrado, evitar a transferência de recursos públicos para o comitê", disse o presidente do comitê organizador dos Jogos e do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, no evento de anúncio do orçamento.

Na candidatura carioca, o orçamento do comitê contava com previsão de aporte de 1,4 bilhão de reais das três esferas de governo. No entanto, o governo e o comitê decidiram, de comum acordo, que não haverá mais nenhum dinheiro público no comitê organizador.   Continuação...