January 26, 2014 / 11:40 AM / 3 years ago

Vitória doce e amarga para o suíço número 1 do mundo Wawrinka

4 Min, DE LEITURA

Suíço Stanislas Wawrinka posa com troféu após derrotar o espanhol Rafael Nadal na final do Aberto da Austrália de 2014, em Melbourne, 26 de janeiro de 2014. Wawrinka, oitavo cabeça de chave, venceu neste domingo o Aberto da Austrália, seu primeiro título de Grand Slam, ao derrotar o espanhol Rafael Nadal por 6-3, 6-2, 3-6 e 6-3 na final. 26/01/2014Jason Reed

MELBOURNE, 26 Jan (Reuters) - Vencer o Aberto da Austrália foi doce e amargo para Stanislas Wawrinka, cuja alegria de sair da sombra de Roger Federer com a sua primeira conquista de Grand Slam foi ofuscada pela notícia de que o oponente Rafael Nadal estava lesionado.

O suíço de 28 anos superou o principal favorito Nadal por 6/3, 6/2, 3/6 e 6/3, na Arena Rod Laver, neste domingo, sobrevivendo a um ataque paralisante de nervos quando o espanhol voltou a resistir no terceiro set.

"É meio louco o que está acontecendo", disse o suíço. "Eu nunca esperava que fosse ganhar um Grand Slam".

"Eu nunca sonhei com isso porque, para mim, nunca fui bom o bastante para vencer esses caras".

"Eu ainda acho que estou sonhando. É uma sensação estranha. Eu vi tantas finais, sempre tentei assistir às finais dos Grand Slams porque é quando os melhores jogadores estão em quadra".

"Vencer Rafa, mesmo com ele machucado, eu acho que joguei o meu melhor no primeiro set. Eu estava preparado para jogar quatro ou cinco horas para ganhar de Novak (Djokovic), nas quartas, ganhar de (Tomas) Berdych, nas semifinais".

"Isso mostra que estou fazendo a coisa certa há muitos anos. Se você treinar bem, se trabalhar duro, sempre terá a chance de estar em uma grande posição para jogar o seu melhor tênis".

Wawrinka nunca havia vencido um set em 12 partidas contra o número 1 do mundo, mas conseguiu levar o primeiro com uma apresentação brilhante e quebrou Nadal para fazer 2/0 no começo do segundo, antes dos problemas nas costas do espanhol aparecerem.

Contra um oponente machucado, Wawrinka fechou o segundo set com tranquilidade, mas sofreu quando Nadal buscou forças no seu reservatório para segurar o serviço e quebrar o dele.

As bolas vencedoras foram substituídas por erros nervosos, e o momento mudou completamente.

"O problema é que não joguei bem porque estava esperando que ele errasse e isso foi um grande erro".

Wawrinka concentrou-se entre o terceiro e o quarto set e serviu muito bem para o jogo, convertendo o match point com um forehand imperial.

coração Partido

Wawrinka tornou-se apenas o terceiro suíço a ganhar um Grand Slam, depois de Roger Federer e Martina Hingis.

Há muito tempo na sombra de Federer, o oitavo cabeça de chave vai ser o número 3 do mundo quando o novo ranking sair, na segunda-feira, enquanto o seu compatriota vai cair para oitavo.

Wawrinka ficou com o coração partido na Arena Rod Laver ano passado depois da maratona na quarta rodada, quando encostou Djokovic na parede.

Ao perder por 12/10 no quinto set, Wawrinka saiu chorando de quadra e disse que não poderia ter jogado melhor.

Wawrinka se juntou ao ex-número 2 do mundo, o sueco Magnus Norman, e sublinhou sua determinação ao bater Andy Murray nas quartas de final do Aberto dos Estados Unidos, antes de outra derrota de partir o coração para Djokovic, em cinco sets, na semifinal.

Na sua revanche no Melbourne Park contra o número 2 Djokovic, no entanto, Wawrinka estava uma bola de fogo.

Ao derrotar o tricampeão em cinco sets, Wawrinka provou que tinha o serviço, o backhand e a vontade de ganhar de qualquer um, apesar da reputação ou do histórico.

"Vencer um Slam, ser número 3, tudo isso para mim é uma grande surpresa".

"É um sentimento maravilhoso. Vi Roger ganhar tantos Grand Slams no passado, então agora é minha vez de levar um".

"Então, sim, eu vou precisar de tempo para perceber o que eu fiz nessas duas semanas".

"Porque, no fim, mesmo que Rafa estivesse machucado, acho que mereci o Grand Slam porque ganhei de Djokovic e de Rafa" "Tive duas semanas maravilhosas, jogando o melhor tênis da minha vida."

Por Ian Ransom

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