Voluntários sorridentes mostram uma nova face da Rússia

sábado, 15 de fevereiro de 2014 14:54 BRST
 

Por Mark Trevelyan

ROSA KHUTOR, Rússia, 15 Fev (Reuters) - Como voluntária da Olimpíada de Sochi, a principal função de Anna Kostareva é guiar jornalistas aos pés da pista de esqui Rosa Khutor, mas ela encontra dificuldades para não dançar no trabalho.

A alegria contagiante da russa de 29 anos de São Petersburgo, balançando ao som da música que sai dos auto-falantes, simboliza a imagem que a Rússia deseja passar ao mundo com a Olimpíada de Inverno: aberta, quente, amigável e bem distante do estereótipo da União Soviética.

"São Petersburgo é uma cidade tão sombria e eu ando por ela toda séria. Aqui, eu quero sorrir o tempo inteiro, ser feliz, dançar, me divertir e brincar, apesar de ter quase 30 anos", disse a especialista em marketing, que conseguiu uma licença de quatro semanas para se juntar aos 18,5 mil voluntários dos Jogos de Sochi.

Nas suas jaquetas meio malucas, padrões na cor azul, rosa e laranja, e mais algumas cores, os voluntários protagonizam um espetáculo vívido --"como pequenos e alegres papagaios", como Kostareva colocou.

Cerca de 200 mil pessoas tentaram ser voluntárias --ou "volontyor", uma palavra inventada pela Rússia, já que a palavra mais velha para o cargo "dobrovolets", tem uma conotação militar e comunista.

Após uma preparação ofuscada por preocupações de segurança e críticas à forma como a Rússia lida com os direitos humanos, especialmente o tratamento aos homossexuais, o papel dos voluntários de iluminar a imagem do país tornou-se ainda mais importante. E há sinais de que o entusiasmo deles está conquistando as pessoas.

"Meu Deus, eles são fabulosos. Recebem a gente tão bem e são tão agradáveis", disse Frances Tourtelot, de Denver, Estados Unidos.

A turista de Montreal, Canadá, Julien Lavallee, foi na mesma linha: "eles estão começando a ficar melhores e melhores".