Protestos? Quais protestos? Tudo está quieto na "Esquina dos Protestos" em Sochi

sábado, 15 de fevereiro de 2014 15:27 BRST
 

Por Timothy Heritage

SOCHI, Rússia, 15 Fev (Reuters) - Quando o presidente russo Vladimir Putin ordenou a criação de uma área especial para protestos na Olimpíada de Inverno, pareceu que a liberdade de expressão havia vencido.

Uma semana depois do início dos Jogos, a decisão dele de afrouxar o banimento de protestos em Sochi, uma concessão liberal aos críticos, fez muito pouco ou quase nada para colocar as vozes dissidentes em evidência durante os jogos.

A "Esquina dos Protestos" está em um espaço pequeno, desarrumado, perto de uma avenida barulhenta em Khosta, subúrbio de Sochi, a 20 minutos de trem do palco olímpico mais próximo e longe dos olhares dos atletas, dignatários estrangeiros e torcedores.

Houve pequenos protestos de ativistas da causa homossexual em outros locais da Rússia durante os Jogos, mas apenas dois reuníram-se neste mês na área de protestos.

Um chamou atenção aos russos nascidos na Segunda Guerra Mundial e o outro apoiou Putin.

Não é exatamente assim que as revoluções são feitas, e o povo de Khosta nem percebeu.

"Protestos? Aqui? Tem certeza?", disse Lyuba Kuznetsova, uma mulher que leva o seu cachorro para passear no parque, em uma manhã de sol em fevereiro. "O que tem para protestar?"

A escassez de protestos nos Jogos, a princípio, parece surpreendente, depois de meses de controvérsia por causa da lei russa que proíbe propaganda homossexual entre menores de idade, que motivou os ativistas a pedirem um boicote.   Continuação...