February 19, 2014 / 9:34 PM / in 3 years

Felipão diz que torcida ganha jogo, mas quer privacidade na Copa

4 Min, DE LEITURA

Por Tatiana Ramil

FLORIANÓPOLIS, 19 Fev (Reuters) - O técnico Luiz Felipe Scolari ressaltou nesta quarta-feira a importância que a torcida brasileira poderá ter para a seleção na Copa do Mundo deste ano, mas disse que o time vai precisar de privacidade durante o torneio.

"Torcida ganha (jogo), é importante, embora alguns amigos de vocês não concordem, temos um 12º jogador, temos aquilo que faz a diferença. Com a torcida junto, podemos ganhar sempre", disse Felipão em entrevista coletiva em Florianópolis, onde acontece nesta semana um seminário da Fifa com as 32 seleções participantes do Mundial.

"Estou jogando no Brasil e temos 12 para entrar em campo. Alguns dizem que é populismo, mas se eu não disser isso, o que eu vim fazer aqui? Vamos entrar para ganhar de todas as formas", completou.

A participação da torcida, no entanto, será limitada durante os treinamentos e a concentração para o Mundial, que começa em 12 de junho.

A equipe brasileira ficará concentrada na Granja Comary, em Teresópolis, considerada pelo treinador "a nossa casa", para que os jogadores tenham mais privacidade.

"Sabemos que torcedor gosta de estar próximo, mas é impossível. Vamos dar a oportunidade aos torcedores dentro de um contexto que permita aos jogadores se concentrar no futebol, naquilo que eles têm que fazer", declarou o treinador.

Na Copa da Alemanha, em 2006, a seleção brasileira abriu os treinos em Weggis, na Suíça, e os jogadores foram muito assediados, o que causou descontentamento ao técnico à época, Carlos Alberto Parreira, hoje coordenador técnico do Brasil

"padrão Fifa"

O treinador evitou fazer comentários sobre os atrasos e problemas que envolvem a preparação do Brasil para o Mundial.

"Meu envolvimento tem que ser técnico, seleção brasileira, jogadores, tenho que me preocupar com isso. Com outras coisas tem que se preocupar quem é da área, que não é minha área", afirmou.

"Quando se fala em padrão Fifa, é que a Fifa é exigente. Está nos exigindo uma série de detalhes que vamos melhorar e muito", completou ele, sobre a expressão que ficou famosa no Brasil, principalmente após os protestos de junho, quando manifestantes reivindicaram "hospitais padrão Fifa", entre outras exigências.

Felipão disse que os treinadores que participaram do seminário sobre questões de organização e logística no Costão do Santinho, na capital catarinense, não mostraram preocupações e que se debateu muito sobre os centros de treinamento escolhidos pelas equipes.

"Eles estão muito contentes com tudo o que encontraram. Falamos sobre CTs, eles vão visitar locais que escolheram para tomar as providências, mas principalmente o que ficou hoje foi um ambiente de amizade e carinho. Todos nós devemos ter fair play", declarou o treinador brasileiro.

O técnico campeão mundial em 2002 aponta o Brasil como um dos oito favoritos ao título da Copa e acredita que muitos jogadores são candidatos a destaque do torneio.

"Temos o Cristiano (Ronaldo), Messi, Neymar, mas há alguns jovens, como os da Bélgica e Colômbia, que poderão ser surpresas. Vamos deixar a Copa acontecer, disse Felipão, que brincou sobre o português Cristiano Ronaldo.

Questionado se o convocaria se o jogador do Real Madrid fosse brasileiro, ele disse que votou no português como melhor jogador do mundo nos últimos anos e que arrumaria um lugar "nem que fosse de goleiro".

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