February 19, 2014 / 11:24 PM / 3 years ago

Barcelona nega ter cometido crime fiscal na contratação de Neymar

2 Min, DE LEITURA

BARCELONA, 19 Fev (Reuters) - O Barcelona negou ter cometido qualquer irregularidade, depois de órgãos da mídia espanhola publicarem que a procuradoria pediu ao juiz que investiga a contratação do atacante brasileiro Neymar que indicie o clube por suposto crime fiscal.

O promotor escreveu ao juiz encarregado do caso, indicando haver indícios de "contratos simulados" e operações de "engenharia financeira" para fraudar o Fisco em 9,1 milhões de euros (12,5 milhões de dólares), segundo órgãos de imprensa que não identificaram a fonte da notícia.

Uma porta-voz da procuradoria disse que não podia fazer comentários sobre a veracidade das notícias.

"A atuação do clube esteve, em todo o momento, no que se refere a esta operação (de contratação de Neymar), e de acordo com a informação de que se dispõe, plenamente em conformidade com o ordenamento jurídico", disse o clube catalão em um comunicado publicado nesta quarta-feira.

"Mesmo assim, expressa sua total disposição para colaborar com a Administração da Justiça nesse procedimento, como vem fazendo desde o primeiro momento, ou em qualquer outro em que seja requerida a sua intervenção", acrescentou o clube.

A contratação do jogador brasileiro, que estava no Santos, está sendo investigada depois de uma queixa de um sócio do clube contra o presidente Sandro Rosell por um suposto delito de apropriação indevida.

Rosell, que nega qualquer irregularidade, deixou o cargo no mês passado, alegando que queria proteger a imagem do clube, e afirmou que ele e sua família tinham sido ameaçados.

O novo presidente, Josep Bartomeu, disse que Neymar custou 86,2 milhões de euros, incluindo os pagamentos ao jogador e sua família, e não os 57,1 milhões de euros de que se falou originalmente.

O Barça se negava a revelar os detalhes do contrato, citando um acordo de confidencialidade com a família do atacante, mas Bartomeu anunciou que o pai de Neymar lhes deu permissão para divulgar os dados.

Reportagem de Iain Rogers

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