Segurança da Copa terá 170 mil agentes e plano contra violência em protestos

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014 15:48 BRT
 

Por Tatiana Ramil

FLORIANÓPOLIS, 20 Fev (Reuters) - O plano de segurança para a Copa do Mundo de 2014 inclui o emprego de 170 mil profissionais, um custo total de 1,9 bilhão de reais e pretende coibir a violência em possíveis protestos, que estão entre as principais preocupações para o torneio após as manifestações ocorridas na Copa das Confederações do ano passado, disseram autoridades do setor nesta quinta-feira.

"O governo federal tem uma grande preocupação que não é a manifestação em si, que é o exercício da democracia, a preocupação é prevenir e coibir ações violentas", afirmou o secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, Andrei Rodrigues, em Florianópolis, após seminário sobre o assunto às 32 equipes que vão disputar o Mundial.

Ele explicou que o plano da segurança para a Copa teve um custo de 1,9 bilhão de reais gastos pelo governo federal, que começaram a ser investidos em 2011, e contará com 150 mil profissionais de segurança pública e Forças Armadas, que se juntarão a 20 mil agentes privados.

O uso das Forças Armadas só ocorrerá em casos extremos, de acordo com o assessor especial para grandes eventos do Ministério da Defesa, general Jamil Megid. Entre as atribuições das Forças Armadas estão controle do espaço aéreo, defesa de estruturas estratégicas, prevenção e combate ao terrorismo e força de contingência.

"Especificamente no caso de uma perturbação da ordem pública que extrapole a capacidade da segurança pública local ou que aja uma insuficiência de meios, há uma legislação para o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem", afirmou o general.

Na quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff disse que o governo se preparou para garantir a segurança durante a Copa, que começa em 12 de junho, e afirmou que, se necessário, as Forças Armadas serão mobilizadas para dar tranquilidade ao evento.

Em junho passado, um movimento que começou contra o aumento das tarifas do transporte público e acabou ampliando as demandas por melhores serviços públicos e fim da corrupção, culminou com o repúdio aos gastos com o Mundial, tendo como palco principal as partidas da Copa das Confederações.

Um ônibus com representantes da Fifa chegou a ser alvejado em Salvador, mas a entidade que controla o futebol mundial disse que não se sente alvo dos protestos.   Continuação...