Putin diz que Jogos de Sochi calaram críticos da Rússia

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014 12:11 BRT
 

MOSCOU, 25 Fev (Reuters) - A Olimpíada de Sochi "abriu a alma da Rússia" para o mundo e silenciou as críticas sobre a escolha do país para organizar os Jogos, disse o presidente Vladimir Putin em declarações transmitidas nesta terça-feira.

Falando depois que a Rússia terminou como líder do quadro de medalhas e evitou maiores problemas de segurança em sua primeira Olimpíada pós-União Soviética, Putin disse que as críticas construtivas do Comitê Olímpico Internacional ajudaram a fazer de Sochi um sucesso.

Mas houve outras críticas que foram motivadas por "disputas na política internacional, talvez até geopolíticas".

"Eles usaram o projeto olímpico para alcançar seus próprios objetivos na área da propaganda anti-Rússia", disse.

"Porque quando surge um grande competidor --nesse caso a Rússia-- alguns ficam preocupados, alguns não gostam, alguns têm medo, sem entender como a sociedade russa mudou profundamente", disse Putin em entrevista à TV estatal no balneário do mar Negro.

A preparação para os Jogos Olímpicos foi ofuscada por ameaças de violência por parte de militantes, a repercussão internacional sobre uma lei contra a propaganda gay, acusações de corrupção, críticas sobre o alto custo para viajar até Sochi e tuítes sobre hotéis em condições ruins.

As críticas foram perdendo força ao longo dos Jogos.

"A Olimpíada foi muito importante para nós, porque parece para mim... que ela não só abriu a porta da Rússia, mas abriu a alma da Rússia, a alma da nossa nação -- de forma que as pessoas olharam e viram que não há nada a temer", disse Putin.

(Por Steve Gutterman)

 
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao lado do vice-premiê Dmitry Kozak antes da cerimônia de encerramento da Olimpíada de Inverno de Sochi. A Olimpíada de Sochi "abriu a alma da Rússia" para o mundo e silenciou as críticas sobre a escolha do país para organizar os Jogos, disse o presidente Vladimir Putin em declarações transmitidas nesta terça-feira. 23/02/2014. REUTERS/Mikhail Klimentyev/RIA Novosti/Kremlin