Fifa e Brasil não podem decepcionar os amantes do futebol, diz Valcke

quinta-feira, 13 de março de 2014 18:42 BRT
 

SÃO PAULO, 13 Mar (Reuters) - Numa tentativa de incentivar o apoio à Copa do Mundo de 2014 em meio a atrasos e críticas ao torneio, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse que a entidade internacional e o Brasil não podem decepcionar os torcedores de futebol e destacou o legado que o Mundial vai proporcionar ao país.

"Não podemos decepcionar todos os amantes do futebol no maior evento do futebol mundial. Esse é meu objetivo. Meu objetivo é garantir que todos juntos, Brasil, Fifa e Comitê Organizador Local, vamos dar ao mundo este diamante", afirmou Valcke nesta quinta-feira ao site da Fifa.

O dirigente, que já fez duras críticas aos preparativos brasileiros para o Mundial, desta vez ressaltou os benefícios que o torneio poderá deixar ao Brasil.

"A Copa é usada como uma plataforma de organização para promover a educação...todas as cidades serão beneficiadas (com o Mundial). Há um legado para o país, em termos de infraestrutura", explicou.

No entanto, muitas das obras de mobilidade urbana não ficarão prontas para o Mundial, que começa em 12 de junho, assim como as reformas de aeroportos nas cidades-sede.

Dos 12 estádios, três ainda não foram entregues --São Paulo, Cuiabá e Curitiba-- sendo que este último correu risco de ficar fora do torneio devido ao atraso. A Fifa tinha determinado inicialmente que todas as arenas fossem entregues em dezembro, mas apenas as seis que estiveram na Copa das Confederações do ano passado estavam prontas.

O torneio de 2013 foi marcado por grandes manifestações populares que reivindicavam melhoria nos setores sociais do país e reclamavam dos gastos com os eventos esportivos. Um ônibus com a marca da Fifa chegou a ser alvejado em Salvador.

"A Fifa não está usando dinheiro público, a Fifa não está usando dinheiro do Brasil... o que está sendo gasto pelas cidades, pelos governos, vai permanecer no país e vai ser usado pelo país", defendeu Valcke na declaração.

A menos de três meses da Copa, o secretário-geral disse que as estruturas temporárias são o principal desafio a ser superado. Essas instalações, consideradas fundamentais para o torneio, com estruturas para imprensa, tecnologia e segurança, são alvos de discussão nas cidades-sede sobre quem será responsável pelo pagamento.

"O principal desafio são as estruturas temporárias...sem elas não podemos ter toda a estrutura de TV, de hospitalidade. As cidades e governos precisam correr para ter essas instalações prontas para a Copa", afirmou.

(Reportagem de Tatiana Ramil)