Rio quer mudar acomodações de árbitros e jornalistas para zona oeste nos Jogos

quarta-feira, 19 de março de 2014 20:08 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 19 Mar (Reuters) - Uma proposta de acomodar árbitros e jornalistas na zona oeste do Rio de Janeiro nos Jogos Olímpicos de 2016 foi apresentada nesta quarta-feira ao Comitê Olímpico Internacional (COI) pelo prefeito Eduardo Paes, que acredita que a mudança está bem encaminhada.

Inicialmente, prédios seriam erguidos na zona portuária do Rio, que está sendo revitalizada. Para não ter que bancar um custo de locação dos imóveis junto às construtoras, a prefeitura sugeriu ao COI acomodar os árbitros e atletas em Curicica, zona oeste da cidade. Um terreno já foi disponibilizado no local e a obra faria parte do programa federal Minha Casa Minha Vida.

Para a prefeitura e órgãos ligados aos Jogos, a mudança de endereço representaria uma economia de 80 milhões a 90 milhões de reais. Além disso, a região de Curicica fica mais perto do Parque Olímpico, que também será na zona oeste.

"Conversei com o pessoal do COI e eles vão analisar. A recepção à ideia foi positiva e eles entendem a nossa questão", disse o prefeito. "Acho que está bem encaminhado", completou.

Integrantes do COI conhecerão a região de Curicica na quinta-feira e vão poder ver de perto os problemas da região. Embora mais perto dos locais dos Jogos, Curicica é uma região com uma infraestrutura mais precária e com menos alternativas para alimentação, lazer e acomodação.

"É um desafio a ser vencido", revelou uma pessoa próxima às negociações.

A alternativa, em caso de veto do COI, seria utilizar um navio como acomodação para árbitros e jornalistas durante os Jogos. A cidade olímpica previa 10 mil quartos de navio para atender à demanda dos Jogos, e o planejamento agora aponta para 2 mil vagas oferecidas por navio.

Uma outra preocupação do COI é a construção das instalações olímpicas de Deodoro, que ainda não saiu do papel. Segundo o prefeito, o edital da obra será lançado em abril e as obras começam em agosto. "Estamos sem gordura, mas há tempo de fazer. Precisamos de um ano", finalizou Paes.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)