COI diz confiar em segurança para Jogos de 2016 após ataques a UPPs no Rio

sexta-feira, 21 de março de 2014 16:41 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 21 Mar (Reuters) - O Comitê Olímpico Internacional (COI) mantém a confiança na segurança dos Jogos de 2016 no Rio de Janeiro, apesar dos ataques contra a polícia em favelas da cidade ocorridos durante visita de autoridades da organização, disse nesta sexta-feira a presidente da comissão de coordenação do comitê, Nawal El Moutawakel.

"Nós continuamos acreditando em nossos parceiros do governo. A segurança é uma prioridade máxima para eles e para o COI", disse a ex-atleta marroquina em entrevista coletiva no encerramento da 6a visita da comissão à cidade para inspecionar os preparativos para os Jogos Olímpicos.

"Estamos tristes com o que aconteceu ontem, mas temos certeza de que todos os níveis de governo estão fazendo o máximo para garantir a segurança. Nós consideramos o projeto de UPPs um dos mais importantes do Rio de Janeiro", acrescentou.

Apresentadas na candidatura olímpica da cidade como um trunfo na luta contra a criminalidade, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) -bases da polícia em favelas que eram dominadas por traficantes de drogas— têm passado por um teste de confiança imposto por uma série de ataques nas últimas semanas.

Na noite de quinta-feira, três policiais ficaram feridos em um ataque à UPP de Manguinhos, na zona norte da cidade, mesma região onde ficam o estádio olímpico e o Maracanã, que serão utilizados nos Jogos.

Outras unidades policiais na mesma região da cidade também foram atacadas por supostos traficantes que resistem à presença policial nas comunidades, a menos de três meses da Copa do Mundo, que terá o Maracanã como palco da final.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), pediu nesta sexta-feira à presidente Dilma Rousseff o apoio de forças federais para conter os ataques contra Unidades de Polícia Pacificadora. O governo federal tomará medidas que incluem o envio de forças de segurança.

"A orientação da presidente Dilma Rousseff é muita clara na linha de que o governo federal apoie aquilo que for possível e dentro das condições o governo do Estado do Rio de Janeiro", disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, explicando que manteria o sigilo sobre os detalhes das medidas a serem tomadas por questão de segurança.

(Por Pedro Fonseca e Rodrigo Viga Gaier)