21 de Março de 2014 / às 21:40 / 3 anos atrás

COI cobra resultado de reunião do governo sobre orçamento olímpico

RIO DE JANEIRO, 21 Mar (Reuters) - Ainda sem orçamento fechado, os Jogos Olímpicos de 2016 serão tema de uma reunião "crucial" do governo na próxima semana com representantes da organização da Olimpíada para definir responsabilidades e prazos de obras, disse o Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta sexta-feira, acrescentando que é fundamental que o encontro tenha resultado para evitar atrasos.

"É crucial porque os diferentes parceiros ainda não chegaram ao acordo final sobre a Matriz de Responsabilidade e sobre o que será federal, municipal e estadual. Portanto, alguns pontos da Matriz de Responsabilidade precisam ser decididos, e isso pode impactar prazos e processos", afirmou o diretor-geral de Jogos Olímpicos do COI, Gilbert Felli, em entrevista coletiva no encerramento de uma visita de inspeção à cidade.

Quando o governo divulgou em janeiro a Matriz de Responsabilidade dos Jogos Olímpicos, documento que estabelece os custos, prazos e os entes responsáveis por cada projeto dos Jogos, foram apresentados os valores apenas de 24 de 52 projetos voltados exclusivamente para o evento, no valor de 5,6 bilhões de reais.

Além das obras olímpicas sem valor determinado, ainda falta o governo apresentar o custo das obras de infraestrurura, que representam a fatia maior do orçamento total.

Somado ao orçamento de 7 bilhões de reais do comitê organizador dos Jogos (Rio-2016), o custo da Olimpíada já chega a 12,6 bilhões de reais, ou 43,8 por cento dos 28,8 bilhões de reais previstos no dossiê de candidatura da cidade.

A Autoridade Pública Olímpica, órgão do governo federal encarregado de supervisionar os gastos públicos com a realização do evento, informou no início do ano que o orçamento total da Olimpíada seria fechado em março, mas uma fonte do comitê Rio-2016 disse que a definição deve ficar para abril.

"É preciso definir o que é responsabilidade de quem para fechar esses números", disse à Reuters uma fonte próxima ao assunto. "Quando senta todo mundo envolvido com os Jogos de 2016 às vezes há um jogo de empurra para não pagar a conta", acrescentou.

O encontro em Brasília na próxima semana não terá representantes do COI, mas o comitê entende que a definição de papeis é fundamental para que não haja atraso nas obras da Olimpíada.

"Dia 27 de março haverá uma reunião crucial em Brasília com peças-chave, e se espera que a participação e responsabilidade de cada uma seja esclarecida para evitar atraso mais significativos no futuro", disse a presidente da comissão de coordenação do COI, Nawal El Moutawakel.

COMPLEXO DE DEODORO

O complexo esportivo de Deodoro, onde serão disputadas nove modalidades em 2016, é um exemplo das consequências da demora na definição de responsabilidade.

A obra, inicialmente, seria realizada pelo governo federal, que repassou ao governo estadual. No ano passado, a responsabilidade foi repassada à Prefeitura do Rio de Janeiro.

O projeto ainda não saiu do papel, e a previsão é que o edital da licitação seja publicado em abril, e as obras iniciadas em agosto desse ano. "(Sobre) Deodoro, não temos razão para preocupação se os prazos forem cumpridos. Está apertado, mas pode ser executado a tempo. É apertado, mas recebemos garantia que vamos receber", declarou Felli.

Por Pedro Fonseca e Rodrigo Viga Gaier

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