FAB quer nova regra para abate de aeronaves durante Copa do Mundo

sexta-feira, 21 de março de 2014 18:54 BRT
 

BRASÍLIA, 21 Mar (Reuters) - A Força Aérea Brasileira (FAB) pediu ao Ministério da Defesa que o decreto que permite o abate de aeronaves em rotas de narcotráfico seja modificado para permitir que essa ação de defesa aérea possa ser aplicada durante a Copa do Mundo nas sedes da competição.

A mudança faz parte do planejamento do governo brasileiro para a realização do Mundial e está sendo estudada pelo Ministério da Defesa, disse o major brigadeiro do ar Antônio Carlos Egito nesta sexta-feira.

Segundo ele, o pedido da FAB é para que sejam alterados três trechos do decreto presidencial.

Há incisos que "limitam o tiro de detenção", disse Egito. "(O tiro) não pode ser feito em áreas densamente povoadas, ele pressupõe que a aeronave está sendo utilizada em rotas de tráfico de entorpecentes, drogas e afins e a outra limitação é a que especifica que o tiro de detenção deva ser realizado por piloto devidamente capacitado, o que exclui a artilharia antiaérea", listou o brigadeiro.

A regra atual é de 2004 e foi aprovada para reforçar o controle do espaço aéreo na fronteira e ampliar o combate ao tráfico de drogas.

Além dessa mudança legal, o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) apresentou nesta sexta o planejamento para o controle do espaço aéreo durante a Copa do Mundo, que limitará a operação de pelo menos oito aeroportos nos dias de jogos.

Os aeroportos da Pampulha (MG), Curitiba (PR), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Recife (PE), Santos Dumont (RJ) e Salvador (BA) não terão pousos durante os dias de jogos por um período que varia entre 4 horas e 5 horas durante a primeira e a segunda fases da Copa do Mundo. Nesses aeroportos não haverá restrições para decolagens.

No dia do encerramento da competição, no Rio de Janeiro, a restrição será maior, no total de sete horas.

Em Natal (RN), caso o novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante esteja em operação, haverá restrições para decolagens nos dias dos jogos. Nos demais terminais do país não haverá restrições, que foram determinadas com base na distância entre os terminais e os estádios.   Continuação...