Porto Alegre alerta sobre impasse em estruturas temporárias

segunda-feira, 24 de março de 2014 17:06 BRT
 

SÃO PAULO, 24 Mar (Reuters) - O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, terá de apagar mais um "incêndio" envolvendo os preparativos do Brasil para a Copa do Mundo, depois que o prefeito de Porto Alegre admitiu, nesta segunda-feira, risco de a cidade ficar fora do torneio devido a um impasse envolvendo as estruturas temporárias.

O prefeito José Fortunati disse que não haverá Mundial em Porto Alegre sem a aprovação na Assembleia Legislativa do projeto de isenção fiscal junto a empresas para financiar as estruturas temporárias no estádio Beira-Rio.

"Este é o ponto que representa o gargalo em termos de realização da Copa em Porto Alegre. Se não for votado (o projeto), consequentemente, não teremos Copa em Porto Alegre", afirmou o prefeito à Rádio Gaúcha.

"Porque não teremos como buscar recursos. Não tem plano B, não tem plano C, não tem plano D. A única alternativa é essa", completou.

Valcke terá reuniões nesta semana no Rio de Janeiro para tratar do tema das estruturas temporárias dos estádios, instalações para imprensa, tecnologia e segurança consideradas fundamentais para o torneio e que são alvos de discussão nas cidades-sede sobre quem será responsável pelo pagamento.

Além de Porto Alegre, São Paulo e Curitiba também têm problemas para determinar quem vai financiar as estruturas, enquanto outras cidades ainda buscam formas de concluir o projeto.

Em fevereiro, o Internacional, dono do Beira-Rio, disse que não iria bancar os gastos com as instalações temporárias e, na mesma semana de inauguração da arena, foi anunciada uma solução que envolveria duas medidas: um projeto de lei que possibilitaria a captação de recursos privados e a mobilização de estruturas permanentes que sirvam a políticas públicas da cidade e do Estado.

No entanto, o prefeito de Porto Alegre manifestou preocupação caso seja vetado o projeto, previsto para ser votado pelos deputados estaduais na terça-feira.

Fortunati disse que na próxima quarta-feira o vice-prefeito, Sebastião Melo, embarca para o Rio, onde vai debater o assunto em uma reunião do Comitê Organizador Local (COL).

O impasse na capital gaúcha é mais um problema nos preparativos brasileiros para o Mundial, marcados por atrasos na entrega de estádios, obras de mobilidade urbana inacabadas e estouro no orçamento.

(Reportagem de Tatiana Ramil)