Reformistas da Fifa impedem plano para deter investigação de corrupção

terça-feira, 25 de março de 2014 15:34 BRT
 

Por Mike Collett

LONDRES, 25 Mar (Reuters) - O auto-proclamado processo transparente de reforma da Fifa, comandado pelo advogado nova-iorquino Michael Garcia, esteve a poucas horas de ser sabotado dentro da organização na semana passada, segundo apurou a Reuters.

A posição do próprio Garcia e seu papel como chefe da Comissão Independente de Ética na investigação da suposta corrupção nos procedimentos de votação para as Copas do Mundo de 2018 e 2022, além da eleição presidencial de 2011, estiveram ameaçados por várias figuras influentes do alto escalão da Fifa.

Membros do comitê executivo da entidade disseram à Reuters que reveriam sua posição caso a investigação conduzida por Garcia fosse interrompida antes de ele terminar seu trabalho.

Vários membros afeitos às reformas confirmaram que detiveram o plano antes mesmo de ser discutido na sessão plena depois de serem abordados nos corredores, entre as sessões de reuniões do comitê executivo na sede da Fifa, em Zurique, na quinta e na sexta-feira passadas.

Quase exatamente no mesmo momento, Garcia estava na cidade suíça levando adiante investigações sobre os mecanismos de funcionamento da Fifa.

Não há qualquer indicação de que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, tenha desempenhado algum papel no plano para deter o que foi saudado por muitos como o novo e "transparente" processo de reforma da organização.

A Reuters soube de fontes ligadas ao tema que o plano não somente envolveu a retirada de Garcia de seu cargo como investigador-chefe da suposta corrupção na Fifa, mas também do esporte em escala global.

Quando solicitado a comentar o suposto complô para encerrar a investigação, o britânico vice-presidente da Fifa, Jim Boyce, disse à Reuters que, no que lhe diz respeito, teria que rever sua posição se qualquer tentativa de frear a investigação fosse bem sucedida.   Continuação...