27 de Março de 2014 / às 20:43 / 3 anos atrás

Valcke adia solução para estruturas temporárias em estádio de SP

RIO DE JANEIRO, 27 Mar (Reuters) - Após afirmar que o impasse financeiro sobre as estruturas temporárias do estádio de São Paulo para a Copa do Mundo estava resolvido, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse que uma solução é esperada para sexta-feira.

O dirigente participou de reuniões nesta semana no Rio de Janeiro para resolver quem vai pagar pelas instalações necessárias para sediar partidas do Mundial.

Um dos encontros foi com o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez, responsável pelas obras do estádio paulista, sede da abertura do torneio, em 12 de junho, e onde há o maior problema sobre a questão, depois que Porto Alegre encontrou uma saída.

Valcke, que disse na semana passada que o problema na capital paulista estava resolvido, acredita que a solução esteja bem encaminhada e declarou confiar na construtora do projeto, a Odebrecht.

"Estou bastante confiante porque a empreiteira é forte e sólida o suficiente para entregar em tempo todas as instalações de São Paulo", disse ele a jornalistas nesta quinta-feira.

As instalações temporárias são voltadas para atender segurança, delegações, imprensa, voluntários, entre outros, e são consideradas fundamentais para o Mundial. O secretário-geral da Fifa disse antes da visita ao Brasil, que começou na segunda-feira, que esperava deixar o país com uma solução sobre as instalações temporárias.

Durante a visita dele, um impasse sobre as estruturas em Porto Alegre foi resolvido com a aprovação de isenção fiscal de até 25 milhões de reais às empresas que financiarem a instalação de estruturas temporárias no entorno do Beira-Rio.

"Volto para a Europa satisfeito com a solução dada para Porto Alegre", disse ele à Reuters. "A solução para o financiamento foi encontrada e estamos felizes, embora ainda haja muito trabalho pela frente."

Valcke espera que em breve pelo menos parte do Beira-Rio seja liberado para que se comece a montar a estrutura que será usada no Mundial.

"Precisamos dos primeiros 10 mil metros quadrados até 15 de abril para colocar contêineres e colocar fibras, cabeamento e equipamentos de TV", afirmou. "Se isso não for feito, teremos o mesmo problema que São Paulo, que é falta de tempo de testar", completou.

A falta de tempo ideal para fazer os testes das arenas é a maior preocupação da Fifa e do governo brasileiro no momento. Com o atraso nas obras, os eventos-testes tiveram que ser postergados, e equipamentos de TV, transmissão e segurança ainda não puderam ser alocados nos estádios.

"Esse é o último grande desafio para a Copa do Mundo; depois os desafios são operacionais, ou seja, fazer os eventos-testes para ver o que precisamos melhorar", disse à Reuters o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes.

Outro problema ainda a ser resolvido pela Fifa e que também envolve a indefinição sobre quem paga a conta são as Fan Fests, áreas em locais públicos reservadas nas cidades-sede para que o público possa assistir aos jogos em grandes telões. Há dúvidas sobre a inclusão de Recife, que não quer pagar pelas instalações.

A Fifa já cogita levar a arena pública para uma cidade vizinha a Recife.

"Nunca recebemos informação oficial de que não vão fazer em Recife... temos que tomar decisão que pode ser Recife ou uma cidade vizinha para receber a Fan Fest, mas insistimos em ter as 12 nas 12 cidades-sede", afirmou o diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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