Renúncia de dirigentes uruguaios alimenta rumores sobre seleção do país na Copa

segunda-feira, 31 de março de 2014 20:39 BRT
 

Por Malena Castaldi

MONTEVIDÉU, 31 Mar (Reuters) - O conselho que dirige a Associação Uruguaia de Futebol (AUF) renunciou nesta segunda-feira em meio a uma crise que, segundo a mídia, pode prejudicar a seleção nacional na Copa do Mundo.

A razão por trás da renúncia parece ter sido a decisão do governo uruguaio de retirar a proteção policial em partidas envolvendo os grandes clubes do país, o Peñarol e o Nacional, por causa da violência do núcleo mais duro de seus torcedores, os chamados "barras bravas".

"Os fatos bastante divulgados ocorridos recentemente mostram a necessidade (por parte da AUF) de se colocar de lado e permitir que outras visões políticas governem nosso futebol", disse o presidente da AUF, Sebastián Bauza, na carta de renúncia.

Os principais jornais uruguaios, El Pais e El Observador, disseram em seus sites que a Fifa poderia interpretar a decisão do presidente do país, José Mujica, como interferência em assuntos do futebol e suspender a AUF e a seleção uruguaia da competição.

Mas Eugenio Figueredo, presidente do órgão que governa o futebol sul-americano, a Conmebol, declarou à Reuters que não está a par de nenhuma investigação da AUF por parte da Fifa.

SEM RISCOS

Figueredo, que é uruguaio, disse não acreditar haver risco algum de o Uruguai, semifinalista em 2010, não participar da Copa do Mundo no Brasil, com início em 12 de junho.

"A verdade é que que não tenho nenhuma novidade da Conmebol ou da Fifa", disse Figueiredo, em uma entrevista por telefone, falando do Chile, onde está de visita. "Não se pode tirar conclusões com base em rumores."   Continuação...