8 de Abril de 2014 / às 18:23 / 3 anos atrás

Atrasos em obras da Olimpíada do Rio preocupam federações esportivas

Em greve, trabalhadores da construção do Parque Olímpico do Rio de Janeiro se reúnem do lado de fora do canteiro de obras. 08/04/2014Ricardo Moraes

BERLIM, 8 Abr (Reuters) - Federações esportivas que vão participar da Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro fizeram fortes críticas ao governo brasileiro nesta terça-feira pelo que afirmam ser atrasos na construção dos locais de competição e falta de apoio.

Os organizadores da primeira Olimpíada da América do Sul vêm recebendo alertas para acelerar os preparativos, e o Comitê Olímpico Internacional (COI) pediu melhor cooperação entre o governo e os organizadores para que isso aconteça.

"Como integrante da comissão de coordenação da Rio 2016, tenho que compartilhar com vocês muitas preocupações", disse Francesco Ricci Bitti, que encabeça a associação de federações olímpicas internacionais (Asoif, na sigla em inglês), aos membros do organismo em uma conferência em Belek, na Turquia.

"Estamos satisfeitos com nosso relacionamento com o comitê organizador (da Olimpíada de 2016 no Rio), mas o apoio do governo é tardio e insuficiente."

"O fluxo de caixa não é positivo, e o apoio está atrasado e não chega. Eles têm muito discurso, mas não dinheiro, e palavras não bastam", completou.

Os organizadores da Rio 2016 estão com o cronograma atrasado em muitos projetos, e os operários do Parque Olímpico começaram uma greve por melhores salários na semana passada.

Os operários bloquearam uma importante avenida da zona oeste do Rio na manhã desta terça-feira e alertaram que os protestos irão continuar.

"O prazo de entrega da parte da obra para a Olimpíada já começa a ficar comprometido... vamos parar por tempo indeterminado e o consórcio deve ir para a Justiça", disse à Reuters o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintraconst-Rio), Carlos Antonio Figueiredo Souza.

O alerta acontece um dia depois que tiros foram disparados durante um atrito entre trabalhadores e seguranças no local da obra.

O segundo Parque Olímpico, em Deodoro, que sediará oito modalidades esportivas, está bem atrás do cronograma inicial de construção, despertando novos temores nas federações.

O campo de golfe olímpico também está enfrentando problemas, e o COI vem repetindo que os brasileiros, que também estão atrasados nas obras da Copa do Mundo deste ano, não têm um dia a perder.

"Estão atrasando, atrasando, atrasando", afirmou Ricci Bitti, membro do COI e chefe da federação internacional de tênis. "Esta é uma preocupação do movimento olímpico, e temos que agir".

O COI disse estar montando forças-tarefa individuais para monitorar de perto progressos específicos.

"Ainda acho que podemos fazer dar certo e ter uma ótima Olimpíada", declarou Agberto Guimarães, diretor-executivo esportivo da Rio 2016 aos delegados no mesmo encontro. "Ajudem-me a sair dessa são e salvo".

Por Karolos Grohmann; com reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro

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