Atrasos em obras da Olimpíada do Rio preocupam federações esportivas

terça-feira, 8 de abril de 2014 15:40 BRT
 

BERLIM, 8 Abr (Reuters) - Federações esportivas que vão participar da Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro fizeram fortes críticas ao governo brasileiro nesta terça-feira pelo que afirmam ser atrasos na construção dos locais de competição e falta de apoio.

Os organizadores da primeira Olimpíada da América do Sul vêm recebendo alertas para acelerar os preparativos, e o Comitê Olímpico Internacional (COI) pediu melhor cooperação entre o governo e os organizadores para que isso aconteça.

"Como integrante da comissão de coordenação da Rio 2016, tenho que compartilhar com vocês muitas preocupações", disse Francesco Ricci Bitti, que encabeça a associação de federações olímpicas internacionais (Asoif, na sigla em inglês), aos membros do organismo em uma conferência em Belek, na Turquia.

"Estamos satisfeitos com nosso relacionamento com o comitê organizador (da Olimpíada de 2016 no Rio), mas o apoio do governo é tardio e insuficiente."

"O fluxo de caixa não é positivo, e o apoio está atrasado e não chega. Eles têm muito discurso, mas não dinheiro, e palavras não bastam", completou.

Os organizadores da Rio 2016 estão com o cronograma atrasado em muitos projetos, e os operários do Parque Olímpico começaram uma greve por melhores salários na semana passada.

Os operários bloquearam uma importante avenida da zona oeste do Rio na manhã desta terça-feira e alertaram que os protestos irão continuar.

"O prazo de entrega da parte da obra para a Olimpíada já começa a ficar comprometido... vamos parar por tempo indeterminado e o consórcio deve ir para a Justiça", disse à Reuters o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintraconst-Rio), Carlos Antonio Figueiredo Souza.

O alerta acontece um dia depois que tiros foram disparados durante um atrito entre trabalhadores e seguranças no local da obra.   Continuação...

 
Em greve, trabalhadores da construção do Parque Olímpico do Rio de Janeiro se reúnem do lado de fora do canteiro de obras. 08/04/2014 REUTERS/Ricardo Moraes