Operários do Parque Olímpico voltam ao trabalho na quinta-feira após greve

quarta-feira, 9 de abril de 2014 22:35 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 9 Abr (Reuters) - Os operários do Parque Olímpico, uma das principais instalações dos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, irão retornar ao trabalho na quinta-feira, após um acordo feito com o consórcio responsável pela obra em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio nesta quarta-feira.

Os trabalhadores estão parados desde a semana passada por melhores salários e condições de trabalho. A categoria também reivindica, entre outros pontos, aumento no ticket refeição, elevação do prêmio de assiduidade de 180 reais para no mínimo 250 reais e extensão do plano de saúde para familiares dos operários.

Segundo o consórcio responsável pelas obras, a volta ao trabalho foi determinada pelo TRT, mas o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintraconst-Rio) alegou que aceitou retornar mediante a promessa de que sejam feitas novas propostas e negociações.

"Foi estipulado o prazo de 30 dias para que as partes cheguem a um acordo sobre as novas reivindicações apresentadas pela categoria", disse em nota o consórcio Rio Mais, formado pelas construtoras Odebrechet, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken.

Mas o presidente do Sintraconst-Rio, Carlos Antônio Figueiredo Souza, alertou que a volta ao trabalho foi decidida por acordo, e não por imposição do TRT. Ele disse que se não houver um avanço nas negociações até sexta-feira, a greve poderá ser retomada.

"Ninguém mandou a gente voltar... houve um acordo para isso. Nosso compromisso é voltar e na sexta-feira sentar para negociar. Se não houver avanço, podemos retomar a greve", afirmou ele à Reuters.

Cerca de 2.500 operários trabalham nas obras do Parque Olímpico, que está previsto para ser concluído no primeiro semestre do ano que vem. No local, serão disputadas 16 modalidades olímpicas, com a previsão de receber mais de 120 mil pessoas por dia.

Nos últimos dias de greve, os operários fizeram protestos e manifestações dentro e fora do canteiro de obras. No começo da semana, tiros foram disparados para o alto durante um protesto e os autores não foram identificados.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)