Dilma promete segurança "pesada" na Copa do Mundo

quarta-feira, 16 de abril de 2014 15:12 BRT
 

BRASÍLIA, 16 Abr (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff prometeu nesta quarta-feira uma segurança "pesada" durante a Copa do Mundo e garantiu que o governo não vai deixar que o evento seja contaminado por qualquer tipo de violência.

"A Copa implica também num aperfeiçoamento imenso da nossa segurança. Nós botaremos segurança pesada na Copa", disse Dilma durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em Brasília.

O plano da segurança para o Mundial tem um custo de 1,9 bilhão de reais, gastos pelo governo federal. O esquema contará com 150 mil profissionais de segurança pública e Forças Armadas, que se juntarão a 20 mil agentes privados, segundo informou em fevereiro o secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, Andrei Rodrigues, em seminário sobre o assunto às 32 equipes que vão disputar o Mundial.

"As nossas Forças Armadas participarão em caráter dissuasório, mas atuarão em toda retaguarda e também na contenção", esclareceu Dilma. "Nós usaremos nossa Polícia Federal, a nossa Polícia Rodoviária Federal, e nós temos parceria com todos os governadores", acrescentou.

Na Copa das Confederações, evento-teste para a Copa do Mundo, no ano passado, manifestantes tomaram as ruas em protesto contra os gastos com a realização do Mundial e houve confrontos com as forças de segurança.

Embora em menor tamanho, manifestações do tipo continuam a ser convocadas por diferentes grupos em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Em geral, os protestos repetem um mesmo roteiro, começando de forma pacífica e culminando em atos violentos.

"Não há a menor hipótese de o governo federal pactuar com qualquer tipo de violência. Nós não deixaremos em hipótese alguma a Copa ser contaminada", afirmou Dilma, fazendo referência a esse tipo de cenário.

Na semana passada, o governo desistiu de enviar ao Congresso um projeto de lei próprio para regulamentar e coibir atos violentos durante os protestos e passou a endossar proposta do senador Pedro Taques (PDT-MT).

A projeto de lei que tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado prevê penas mais rigorosas para quem praticar atos usando máscaras e a obrigatoriedade dos organizadores de protestos informarem o trajeto que pretendem percorrer.

(Por Jeferson Ribeiro; com reportagem adicional de Felipe Pontes no Rio de Janeiro)