Custo da Olimpíada do Rio sobe para R$37,5 bilhões

quinta-feira, 17 de abril de 2014 14:30 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 17 Abr (Reuters) - O custo da realização dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro subiu para ao menos 37,5 bilhões de reais, com a divulgação nesta quinta-feira de um novo projeto ao valor estimado de 800 milhões de reais, mas a quantia vai subir ainda mais quando forem incluídas obras ainda sem orçamento.

A construção do Complexo Esportivo de Deodoro, onde serão disputadas 11 modalidades, é uma das obras que mais preocupam o Comitê Olímpico Internacional (COI) devido ao atraso para sair do papel. A conclusão das obras está prevista para o primeiro semestre de 2016, praticamente sem margem para qualquer atraso.

Na semana passada, o Rio foi duramente cobrado pelo COI e pelas federações internacionais para acelerar o ritmo dos preparativos, diante dos vários atrasos e problemas.

O aviso de licitação para as obras de Deodoro divulgado nesta quinta-feira pela Prefeitura do Rio prevê um custo estimado de 804,2 milhões de reais para a construção das áreas norte e sul do complexo. Os recursos serão aportados pelo Ministério do Esporte.

Esse valor se soma aos 36,7 bilhões de reais do orçamento olímpico anunciado na quinta-feira, dos quais 24,1 bilhões são para obras de infraestrutura na cidade e 7 bilhões são para a operação do comitê organizador. O valor ainda vai aumentar, uma vez que há projetos de instalações esportivas sem preço divulgado até o momento.

Em comparação, a Olimpíada de Londres teve custo total de cerca de 33,5 bilhões de reais (8,9 bilhões de libras).

Na proposta de candidatura do Rio aos Jogos Olímpicos, o orçamento total previsto era de 29 bilhões de reais, mas as autoridades da cidade alegam que não se pode comparar os valores uma vez que houve mudanças de projetos e que as cifras de 2009 precisam ser atualizadas pela inflação.

O complexo esportivo de Deodoro foi construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007, ao custo de 120 milhões de reais, mas precisa passar por acréscimos, adaptações e modernizações para atender às exigências dos Jogos Olímpicos.

(Por Pedro Fonseca)