Campeões mundiais temem pressão por título brasileiro em casa

quarta-feira, 30 de abril de 2014 17:29 BRT
 

SÃO PAULO, 30 Abr (Reuters) - A pressão da torcida pela conquista do sexto título em casa pode prejudicar a seleção brasileira na Copa do Mundo, segundo os campeões mundiais Mauro Silva e Marcos.

A partir de 12 de junho, com a partida entre Brasil e Croácia, em São Paulo, o time do técnico Luiz Felipe Scolari inicia sua busca pelo sexto título mundial num grupo que tem ainda México e Camarões.

"A pressão me preocupa, porque aquela mesma pressão que a gente vai impor sobre o adversário, se a gente não estiver fazendo um bom jogo, vai cair sobre a seleção brasileira", afirmou a jornalistas nesta quarta-feira em São Paulo o ex-goleiro Marcos, campeão em 2002.

"O Brasil é uma das grandes seleções do mundo, está preparado para essa pressão, mas para nós brasileiros não basta ser uma das grandes, tem que ser a primeira, principalmente nessa Copa no Brasil, então talvez essa pressão, que o Felipão sabe controlar muito bem, possa atrapalhar um pouco."

Marcos trabalhou com o técnico Luiz Felipe Scolari e confia na capacidade dele de lidar com a pressão e acredita que "se a torcida estiver junto com a seleção, não tem quem tire (o título) da gente".

Na Copa das Confederações do ano passado, a torcida apoiou o time e cantava o hino com entusiasmo, o que contagiou os jogadores e foi citado pela comissão técnica como fundamental para a conquista do título, apesar dos protestos que aconteciam nas ruas por melhoria na saúde e educação e contra os gastos do governo em eventos esportivos.

Para o ex-volante Mauro Silva, a equipe montada por Felipão é jovem, ao contrário dos times campeões do mundo em 1994, que tinha Dunga, Bebeto e Romário, e em 2002, com Ronaldo, Rivaldo, Cafu e Roberto Carlos.

"O grupo é jovem. Tem o Oscar, o Neymar, tendo que assumir uma grande responsabilidade de jogar uma Copa em casa. O torcedor tem uma grande expectativa, ninguém pensa que vai acontecer o que aconteceu em 1950 no Maracanã, então isso gera uma pressão. É importante isso ser bem trabalhado e administrado", disse Mauro Silva, campeão em 1994, sob comando de Carlos Alberto Parreira, hoje coordenador técnico da seleção.

"Mas eu estou confiante. Eu aposto no Brasil e acho que os grandes rivais são Alemanha, Argentina e Espanha", acrescentou.   Continuação...