Clima frio no comércio reflete pouco entusiasmo com Copa no Rio

terça-feira, 6 de maio de 2014 16:44 BRT
 

Por Felipe Pontes

RIO DE JANEIRO, 6 Mai (Reuters) - Para uma cidade que dentro de poucas semanas vai ser um dos palcos principais da Copa do Mundo, o Rio de Janeiro ainda parece distante do clima da competição, com poucas ruas decoradas e movimento fraco para os produtos verde-amarelos no principal centro de comércio popular da cidade.

Bairro emblemático da cidade e que concentra grande parte dos hotéis, Copacabana praticamente não tem referências ao Mundial que vai começar em 12 de junho, enquanto em outros bairros, como Tijuca e Vila Isabel --vizinhos ao Maracanã-- a pintura das ruas está começando só agora.

O clima também ainda é frio no Saara, principal área de atacado e varejo do centro do Rio, cujo comércio popular funciona como espécie do termômetro do entusiasmo carioca com eventos como o Carnaval e a Copa do Mundo.

"O fluxo de fregueses ainda não aumentou, a procura está pequena ainda. Menos do que na Copa das Confederações e menos do que na Copa passada", disse o presidente da Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega (Saara), Ênio Carlos Bittencourt, também proprietário de uma loja de material esportivo no local.

Outros lojistas da região, por onde passam estimadas 80 mil pessoas por dia, repetem o discurso.

"Está muito devagar", resumiu Miriam Hanah, gerente de uma confecção, tendo ao redor centenas de camisetas amarelas com preços variando de 6,90 a 34,90 reais. "Eu estava aqui na última Copa e a essa altura já ficava uma fila aqui para comprar."

O desânimo de quem vive o dia a dia do comércio se reflete em uma pesquisa divulgada em abril pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) sobre as expectativas de aumento de vendas com a Copa.

Cerca de 27 por cento dos comerciantes entrevistados afirmaram que o setor será o que menos vai lucrar com a realização do evento, contra 24 por cento que acham o contrário.   Continuação...

 
Crianças que vendem balas nas rua brincam com cornetes em frente a loja com produtos verde-amarelos no Saara, no Rio de Janeiro. 22/04/2014 REUTERS/Ricardo Moraes