Felipão pede "bom senso" para evitar assédio político e comercial a jogadores

quarta-feira, 7 de maio de 2014 17:45 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 7 Mai (Reuters) - Em ano de eleições e diante do número cada vez maior de parceiros comerciais da seleção brasileira e dos próprios jogadores, o técnico Luiz Felipe Scolari pediu nesta quarta-feira que todos respeitem o ambiente fechado da equipe para evitar distrações que prejudiquem a busca pelo título mundial.

O Brasil vai sediar a Copa do Mundo em junho e julho, poucos meses antes da eleição de outubro que terá disputas para cargos legislativos e de prefeito, governador e presidente. Com a seleção jogando em diferentes cidades, há a preocupação de que candidatos possam tentar se associar de alguma forma à seleção brasileira.

Já de antemão, Felipão avisou logo após divulgar a lista de jogadores convocados para a Copa do Mundo que não haverá espaço na seleção nem para políticos nem para os inúmeros patrocinadores envolvidos com os jogadores e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

"Espero que tenham o bom senso de saber que não é o momento de que nós recebamos A, B ou C. Espero que todos saibam que esse não é o momento, o momento é de trabalho, de focarmos na seleção brasileira, e que tenham esse respeito", disse o treinador a jornalistas, ao ser questionado sobre o possível assédio de políticos e patrocinadores à equipe.

O ambiente ao redor da seleção brasileira em Mundiais se tornou alvo de preocupação especialmente depois da Copa de 2006 na Alemanha, quando o período de preparação em Weggis (Suíça) --aberto ao público e a alguns eventos de patrocinadores-- foi considerado um dos culpados pela eliminação do Brasil nas quartas de final para a França.

A Granja Comary, em Teresópolis (RJ), que vai ser a casa do Brasil na Copa do Mundo, passou por reformas recentemente para dar mais conforto aos jogadores, mas também para isolar mais a equipe. Não está previsto nenhum treino aberto do time na cidade.

"Não podemos abrir portões por normas da Fifa. Não digam os desavisados que eu mandei fechar os portões. Por trás de nós temos um aparato policial que nos obrigam a respeitar", afirmou o treinador.

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