Com defesa forte, ataque dependente de Neymar gera preocupação

quarta-feira, 7 de maio de 2014 21:07 BRT
 

Por Tatiana Ramil

SÃO PAULO, 7 Mai (Reuters) - Se em outras Copas do Mundo a seleção brasileira se notabilizou por ter um ataque forte, desta vez o time depende muito de Neymar para brilhar, já que existe uma preocupação com as seguidas lesões de Fred e os reservas da posição estão longe de repetir o desempenho dos titulares.

O técnico Luiz Felipe Scolari anunciou nesta quarta-feira os 23 convocados do Brasil para o Mundial e os atacantes escolhidos foram Neymar, Fred, Jô, Bernard e Hulk, os mesmos da Copa das Confederações.

No torneio do ano passado preparatório para o Mundial, o Brasil conquistou o título com cinco vitórias em cinco jogos, mas desde então Fred sofreu com algumas contusões e só voltou a atuar regularmente no Fluminense neste ano.

O reserva dele, Jô, que se machucou no fim de semana e deve ficar cerca de 15 dias afastado, não tem a mesma capacidade de finalização de Fred e possui pouca experiência na seleção brasileira, assim como Bernard, o mais jovem do grupo, com 21 anos.

Já Hulk, que tem atuado como titular do Brasil, joga mais pelas pontas, ajudando a municiar o ataque, o que deixa a equipe bastante dependente de seu principal jogador, Neymar, para fazer os gols.

Outro questionamento que se faz em relação às escolhas de Felipão é a opção por Julio Cesar. O goleiro será titular apesar de atuar no Toronto FC e de ter ficado um longo período sem jogar após ter problemas com seu ex-clube, o inglês Queens Park Rangers.

"A gente tem algumas preocupações, o Julio Cesar está no Canadá, o Fred com as lesões, são preocupações importantes, e jogar (a Copa) no Brasil a responsabilidade é muito grande", disse o ex-volante Mauro Silva, campeão mundial em 1994.

Fred ignora a preocupação com sua forma física e afirmou que deseja marcar gols em todos os jogos da Copa do Mundo, que começa em 12 de junho com a partida entre Brasil e Croácia, em São Paulo.   Continuação...

 
Neymar comemora gol contra a Coreia do Sul durante jogo amistoso em Seul, na Coreia do Sul, em outubro do ano passado. 12/10/2013 REUTERS/Kim Hong-Ji