Cahill ainda é um talismã para a Austrália

quinta-feira, 8 de maio de 2014 11:48 BRT
 

Por Nick Mulvenney

SIDNEY, 8 Mai (Reuters) - Tim Cahill faz esquecer sua baixa estatura com habilidade para cabecear a bola contra adversários mais altos, e a seleção da Austrália espera também superar rivais maiores em sua campanha na Copa do Mundo no Brasil.

O meia-atacante vai disputar sua terceira Copa do Mundo, mas a Austrália chega ao Mundial de 2014 como a integrante mais humilde de um dos grupos mais difíceis da competição, ao lado de Espanha, Holanda e Chile.

Com 34 anos, Cahill está em fim de carreira no New York Red Bulls, depois de passar 14 anos na Inglaterra, primeiro com o Millwall e depois com o Everton, mas permanece sendo uma figura importante para seu país, somado ao fato de ser o maior goleador da Austrália.

Quando Ange Postecoglou foi apontado como treinador em outubro de 2013, prometeu dar chance a uma nova geração, mas ninguém pensou em nenhum momento que Cahill estaria entre a velha guarda destinada à aposentadoria.

Dois gols marcados num amistoso contra o Equador em Londres, em março, o fizeram o principal artilheiro da história da seleção, com 31 gols em 67 aparições. Sua aptidão para marcar ainda é impressionante para um meia, ainda que a importância de muitos desses gols seja considerada.

No jogo de abertura da Austrália na Copa de 2006, a primeira participação do país em 32 anos, Cahill apareceu como substituto no primeiro tempo e marcou uma vez na vitória australiana contra o Japão por 3 x 1.

Sua segunda campanha em 2010 começou bem pior, com um cartão vermelho contra a Alemanha que o fez perder o duelo seguinte contra Gana. Ele voltou no terceiro jogo e marcou na vitória de 2 x 1 contra a Sérvia.

Cahill continuou a contribuir com a sorte da Austrália em solo internacional na Copa da Ásia em 2011, onde os Socceroos foram vice-campeões, perdendo para o Japão, e na campanha em momentos sofrida para se classificar para o Brasil.

Uma lesão no tendão jogando pelo Red Bulls no fim de março fez Cahill e Postecoglou passarem por dias tensos, mas foi só um susto, não uma ruptura completa.

Cahill é o único jogador que vai jogar pela Austrália no Brasil que pode ser considerado como de classe internacional.