8 de Maio de 2014 / às 15:03 / em 3 anos

Alexis Sánchez carrega esperanças do Chile no Brasil

Por Iain Rogers

MADRI, 8 Mai (Reuters) - São muitos os exemplos de jogadores que superaram a pobreza e os anos de formação para se transformarem em homens de família, mas o atacante do Chile Alexis Sánchez pode apontar para um plano de fundo entre os mais duros.

Nascido em Tocopilla, uma cidade portuária acanhada e dominada por uma grande usina e uma mina de processamento de sal, Alexis mal conheceu seu pai e foi criado por uma mãe que ganhou a vida sendo faxineira na escola do filho.

Como muitos de seus conhecidos, Alexis só queria jogar futebol, mas precisava pegar trabalhos como lavar carros enquanto ainda estava na escola para ajudar a sustentar sua família.

Seu talento o permitiu morar sozinho muito cedo, lhe rendendo o apelido de “menino maravilha”, e ele rapidamente entendeu que o futebol oferecia um caminho para fora da pobreza, além de ser uma forma para que ele ajudasse sua mãe e família.

“Quando eu era criança, minha mãe trabalhava na escola que eu estudava e eu não gostava daquilo”, disse Alexis, agora no Barcelona e um dos jogadores mais bem pagos do mundo, em um recente curta da HBO que relatou a sua vida.

“Quando ela estava trabalhando na escola, me escondia porque não queria vê-la fazendo aquilo”, acrescentou o jovem, de 25 anos.

“Se eu não fosse jogador de futebol, provavelmente teria acabado trabalhando nas minas ou fazendo qualquer outra coisa, algo mais bruto, mas pelo menos teria feito algo. Queria triunfar como atleta para ajudar minha família e o povo de Tocopilla”.

Abençoado com uma velocidade excepcional e ótimo controle de bola, Alexis faz estragos quando corre contra os defensores pela direita, ou cortando para dentro e chutando, ou arrancando para a linha de fundo para fazer cruzamentos perigosos.

Ele fez sua estreia pelo clube chileno Cobreloa com apenas 16 anos, antes que a equipe italiana Udinese reconhecesse o seu talento e o levasse embora. A Udinese inicialmente o emprestou para o Colo-Colo antes de cedê-lo temporariamente para o River Plate, sob o comando de Diego Simeone.

O clube italiano finalmente o chamou de volta com 19 anos, e depois de algumas temporadas tentando se adaptar à vida na Europa, ele explodiu durante a temporada 2010-11, fazendo com que o Barcelona pagasse 26 milhões de euros para assegurar seus serviços.

Entretanto, ele nunca supriu totalmente a demanda dos torcedores no Camp Nou e, apesar de ter produzido momentos de brilho, como o gol de cobertura contra o Real Madrid em outubro passado, falhou em ter consistência.

Ele luta por um lugar no ataque do Barça concorrendo com Lionel Messi, Neymar e Pedro, mas no Chile Alexis é o incontestável líder do ataque da equipe, com 22 gols marcados em 65 partidas por La Roja.

Ele acredita que evoluiu como pessoa e jogador durante sua primeira participação na Copa do Mundo, na África do Sul, quatro anos atrás, e está confiante para a próxima edição no Brasil.

“Acredito que o Chile vai vencer a Copa do Mundo. Se não acreditasse nisso, ficaria em casa vendo pela TV”, disse à HBO.

O Chile foi sorteado no complicado Grupo B que inclui a atual campeã Espanha, que tem vários colegas de Alexis no Barça, e mais os vice-campeões de 2010, Holanda, além da Austrália.

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