Alexis Sánchez carrega esperanças do Chile no Brasil

quinta-feira, 8 de maio de 2014 11:58 BRT
 

Por Iain Rogers

MADRI, 8 Mai (Reuters) - São muitos os exemplos de jogadores que superaram a pobreza e os anos de formação para se transformarem em homens de família, mas o atacante do Chile Alexis Sánchez pode apontar para um plano de fundo entre os mais duros.

Nascido em Tocopilla, uma cidade portuária acanhada e dominada por uma grande usina e uma mina de processamento de sal, Alexis mal conheceu seu pai e foi criado por uma mãe que ganhou a vida sendo faxineira na escola do filho.

Como muitos de seus conhecidos, Alexis só queria jogar futebol, mas precisava pegar trabalhos como lavar carros enquanto ainda estava na escola para ajudar a sustentar sua família.

Seu talento o permitiu morar sozinho muito cedo, lhe rendendo o apelido de "menino maravilha", e ele rapidamente entendeu que o futebol oferecia um caminho para fora da pobreza, além de ser uma forma para que ele ajudasse sua mãe e família.

"Quando eu era criança, minha mãe trabalhava na escola que eu estudava e eu não gostava daquilo", disse Alexis, agora no Barcelona e um dos jogadores mais bem pagos do mundo, em um recente curta da HBO que relatou a sua vida.

"Quando ela estava trabalhando na escola, me escondia porque não queria vê-la fazendo aquilo", acrescentou o jovem, de 25 anos.

"Se eu não fosse jogador de futebol, provavelmente teria acabado trabalhando nas minas ou fazendo qualquer outra coisa, algo mais bruto, mas pelo menos teria feito algo. Queria triunfar como atleta para ajudar minha família e o povo de Tocopilla".

Abençoado com uma velocidade excepcional e ótimo controle de bola, Alexis faz estragos quando corre contra os defensores pela direita, ou cortando para dentro e chutando, ou arrancando para a linha de fundo para fazer cruzamentos perigosos.   Continuação...