Bósnia precisa manter artilheiro Dzeko sob controle para triunfar

quinta-feira, 8 de maio de 2014 12:45 BRT
 

8 Mai (Reuters) - Se a Bósnia-Herzegovina quiser fazer bonito em seu primeiro grande torneio como nação independente, seu artilheiro e força motriz Edin Dzeko terá de saber lidar com seu temperamento forte tanto dentro de campo quanto nos vestiários.

Autor de 10 gols em 10 jogos, fundamentais para ajudar o país dos Bálcãs na classificação para a Copa, Dzeko atraiu a ira dos torcedores bósnios e do treinador Safet Susic durante a derrota por 2 x 0 para o Egito em amistoso em março, quando ele foi vaiado por parte da arquibancada e discutiu com Susic.

O atacante de 28 anos pediu para ser substituído no intervalo, teve seu pedido negado por Susic e jogou sem vontade na segunda etapa. O treinador criticou-o depois da partida em Innsbruck e deixou claro que nem mesmo um artilheiro do calibre de Dzeko é indispensável para a seleção.

O surto de indignação contra o principal jogador bósnio foi um momento raro na carreira de Dzeko, considerado uma superestrela em seu país natal, filho de um também jogador profissional de futebol.

Não há dúvidas, porém, de que o problema será esquecido e que Dzeko vai liderar normalmente a equipe bósnia na Copa do Mundo e formar outra vez ao lado de Vedad Ibisevic o ataque letal e devastador que fez sucesso nas eliminatórias --além dos 10 gols de Dzeko, Ibisevic foi oito vezes às redes.

Dzeko apareceu pela primeira vez sob os holofotes durante sua passagem de quatro anos pela equipe alemã do Wolfsburg, entre 2007 e 2011, na qual foi o principal jogador no surpreendente título alemão de 2009, marcando 26 gols, dando 10 assistências e compondo com o brasileiro Grafite a dupla de ataque mais bem-sucedida da história do Campeonato Alemão.

Em 2010, ele se transformou no maior artilheiro da história do Wolfsburg e terminou sua passagem gloriosa pelo clube com um total de 66 gols em 111 partidas do Campeonato Alemão, motivando sua ida para o Manchester City.

Pela primeira vez na carreira, Dzeko se viu em situação desconfortável ao lutar por um lugar no time titular, com o treinador italiano Roberto Mancini utilizando-o como jogador de segundo tempo enquanto esteve à frente do clube (2009 a 2013).

A presença de jogadores aclamados como Sergio Aguero e mais recentemente Alvaro Negredo, que chegou com o novo técnico Manuel Pellegrini durante a janela de transferências de 2013, tem dificultado a vida de Dzeko, que não consegue se firmar como titular.   Continuação...