Venda de figurinhas pode bater recorde com Copa do Mundo no Brasil

quinta-feira, 8 de maio de 2014 18:07 BRT
 

Por Esteban Israel

SÃO PAULO, 8 Mai (Reuters) - A Copa do Mundo está prestes a acontecer e milhares de torcedores estão deixando de lado smartphones e tablets para colecionar figurinhas, um costume que atravessa as décadas e desafia a era digital.

Uma brincadeira de criança praticada sobretudo por adultos, o álbum de figurinhas da Copa do Mundo da Fifa é um fenômeno de culto e um negócio de milhões de dólares para o Grupo Panini, empresa italiana que imprime os álbuns desde a Copa do México, em 1970.

Torcedores de todo o mundo compram os pacotinhos e os rasgam ansiosamente, para em seguida trocar entre si figurinhas de Lionel Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney. A Panini não revela a estimativa de vendas, mas executivos dizem que o Mundial deste ano no Brasil vai bater vários recordes para a companhia sediada em Modena.

O Brasil é o maior mercado da Panini e a mania por figurinhas é um dos fatores que têm esquentado a animação com a Copa, com início marcado para 12 de junho após um ano de desgostos por causa de atrasos nos preparativos e bilhões em recursos do contribuinte sendo gastos para sediar o evento.

"É tudo pelo futebol e o prazer de trocar figurinhas" , disse Alexandre Gabel, um publicitário de 37 anos que foi com seu filho a uma feira de figurinhas, em São Paulo. "E você ainda acaba com um ótimo souvenir."

A fábrica da Panini, instalada em um subúrbio industrial do norte da capital paulista, opera noite e dia, com suas máquinas barulhentas cortando, empacotando e enviando mais de 8 milhões de envelopes por dia.

Setenta por cento dos envelopes com 5 figurinhas cada é vendido no Brasil por 1 real, e o resto é enviado para toda América Latina.

"O lançamento do álbum de figurinhas marca o verdadeiro início da Copa do Mundo", disse Eduardo Martins, chefe-executivo da Panini no Brasil. "É uma febre."   Continuação...