Cuba promete "mais revolução e socialismo" após Fidel Castro
NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - No dia que Fidel Castro desaparecer, Cuba terá "mais revolução e socialismo", disse nesta terça-feira o chanceler Felipe Pérez Roque em entrevista à CNN em espanhol.
Ele rejeitou os prognósticos de mudança no sistema quando Fidel, afastado do poder há 15 meses por razões de saúde, deixar definitivamente o cenário.
"Mais revolução e mais socialismo em Cuba, é o que posso vaticinar", afirmou.
Pérez Roque, que durante anos foi secretário pessoal de Fidel, afirmou que o líder se recupera da enfermidade não revelada que o obrigou a transferir o poder para o irmão Raúl em 31 de julho de 2006.
"Fidel Castro está plenamente dedicado ao processo de recuperação da sua saúde, que avança satisfatoriamente", disse em entrevista em Nova York, onde na terça-feira apresentou à Assembléia Geral da ONU uma nova resolução que condena o embargo norte-americano a Cuba. O aprovação foi recorde: 184-4 votos.
O presidente norte-americano, George W. Bush, conclamou na semana passada os cubanos a trabalharem por uma transição em Cuba, cujo governo comunista ele descreveu como "um regime moribundo".
O governo cubano assegura que em Cuba não haverá transição, e sim continuidade. Pérez Roque disse que se reuniu na sexta-feira com Fidel, que teria feito "sugestões" para melhorar o discurso que ele proferiu na ONU.
"Ele se comunica todos os dias por telefone com os companheiros. Sobre as decisões principais, é claro que Raúl o consulta", acrescentou.
De acordo com o chanceler, a rotina do líder cubano tende a se normalizar, e ele dedica "muitas horas" ao trabalho intelectual. Fidel se mantém politicamente vivo escrevendo artigos sobre política internacional, que a imprensa estatal publica. Continuação...

